Urso de pelúcia sentado em banco de madeira no parque, simbolizando o luto.

O luto pela morte de um filho, independentemente da idade que este tenha: recém-nascido, bebê, criança, jovem ou adulto, pode ser marcado por muita dor, culpa e revolta. Para os pais, este é um dos acontecimentos mais difíceis de ser vivenciado. A morte é um grande e indecifrável mistério que nos coloca frente a uma imponderável verdade: a vida não é do jeito que a gente quer. Nunca teremos o controle ou o conhecimento do enigma que nos livre da dor da perda e do luto.

Perder um filho reafirma nosso sentimento de impotência.

A morte de um filho foge do fluxo do crescimento humano, ela inverte a lei natural e confirma nossa impotência. Os filhos representam o futuro e são a continuidade da geração. A regra já conhecida e compactuada por todos determina nosso desejo de que primeiro vão os avós, depois os pais, depois os filhos e netos. 

Assim, de maneira única, sem precedente, viver a morte de um filho e enfrentar esse luto é arrebatador e inominável. Filhos que perdem pais ficam órfãos, pessoas que perdem o parceiro ficam viúvos ou viúvas, mas para a dimensão da perda de um filho não há nenhuma nomenclatura que dê conta. 

O papel dos pais nas referências históricas sempre esteve ligado a uma disponibilidade incondicional e a cuidados eternos. O amor parental não é apenas um instinto, é um sentimento de completude, responsabilidade e compromisso nos cuidados físicos e emocionais dos filhos.

Impactos do luto pela morte do filho.

A morte de um filho implicará em um tipo muito particular de luto, que vai solicitar muitas adaptações tanto sob os aspectos individuais dos pais no enfrentamento desta situação, quanto na relação do casal e no sistema familiar que pedirá ajustes. 

No artigo “Luto parental: o enfrentamento da perda de um filho”, a Dra.  Gabriela Caselatto (2019) afirma que a perda de um filho causa diversos níveis de impactos na vida dos pais.

Impactos instintivos:

como dissemos acima, a ideia de cuidados eternos leva à sensação de impotência e fracasso no papel de cuidador. O sentimento de culpa e responsabilidade, de “poderia ter evitado”, torna-se um grande complicador;

Impactos relacionais:

a constatação de que aquela relação é a perda de uma relação única e intransferível. Um laço que não se refaz com a chegada de um outro filho, por exemplo. Um laço estabelecido ainda que a perda seja no estágio gestacional (um luto, muitas vezes não reconhecido, negligenciado pela sociedade);

Impactos conjugais:

vimos que existem diferenças no modo de expressar a dor e esse fato pode causar desentendimentos, podendo levar em alguns casos a problemas no casamento.

Impactos familiares:

vários fatores precisam ser considerados, pois a família precisa ser compreendida como um sistema de integrantes vivenciando lugares. Como estava a família nesse momento? Qual era o papel daquela pessoa no momento que partiu? Era um jovem que acabou de entrar na faculdade? Uma criança? Um bebê? Alguém que estava doente ou partiu de repente? Era um bebê de um casal que não pode mais ter filhos? A perda ocorreu em decorrência de um acidente, uma doença, um suicídio?

Impactos na comunidade:

as pessoas do entorno podem se afastar por não saberem como lidar com tamanha dor, por temerem chegarem próximas a uma dor tão intensa, impensável a elas.

Como enfrentar o luto após a morte de um filho?

É de suma importância que os pais enlutados vivenciem a sua perda, respeitando o seu ritmo e limites, uma vez que apenas eles sabem o que essa perda representa.

Não temos nenhuma cartilha de procedimentos que diminuam a dor da perda de um filho. Sabemos que a relação não termina com a morte, ela apenas se modifica e, aos poucos, o sofrimento ajudará a dar um outro ressignificado à vida. 

Preparamos algumas orientações que podem te ajudar:

  • Fale de sua dor, busque pessoas que possam te ouvir sem julgar seus sentimentos. Tudo bem não estar bem, reconheça seus limites e os respeite.
  • Você pode até se sentir culpada/o, ficar raivoso e brigar com Deus, mas não se esqueça que outras pessoas e/ou filhos podem estar precisando de você.
  • Não tenha pressa em se desfazer dos pertences de seu filho, faça a seu tempo mesmo que as pessoas, querendo te ajudar, tentem te apressar.
  • Busque se ocupar com tarefas que lhe façam algum sentido, você não está destinada/o a ser triste para sempre. Busque ONGs ou grupos de apoio, pois eles sempre são acolhedores e trazem relatos de pessoas que perderam filhos como você.

Apoio ao luto no Memorial Parque das Cerejeiras.

Para o Parque das Cerejeiras, o suporte ao luto significa oferecer atendimento humanizado e de acolhimento às famílias com foco na saúde espiritual e psicológica. Atuamos no apoio ao enlutado, em parceria com o Centro de Psicologia Maiêutica, com foco na saúde espiritual e psicológica dos que enfrentam a perda do ente querido. 

Entre em contato conosco e conheça nosso trabalho.

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Grupo Cerejeiras.

Para conhecer nossas soluções, clique aqui.

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Mãe, minha obra de arte!

Se você pudesse representar sua mãe em um quadro, o que desenharia?

Alguns escolheriam pintar uma flor ou um jardim inteiro. Outros, decifrariam sentimentos, como alegria, carinho e colo. E tem aqueles que traduzem todo o amor com desenho de pássaros ou borboletas. E você: o que colocaria no quadro?

Neste Dia das Mães, convidamos você a participar da campanha “Mãe, minha obra de arte!”, promovida pelo Grupo Cerejeiras. Transforme-se em artista e faça sua homenagem com uma obra de arte.

Para participar, é simples: escolha uma moldura, uma foto bem bonita da sua mãe e… mãos à obra! Recorra à técnica com a qual tenha mais familiaridade: pintura, desenho, colagem de papel, dobraduras… Vale até mesmo incluir pequenos objetos como flores secas!

Convide a família toda a participar da homenagem! Depois é só escolher onde pendurá-la e compartilhar a sua criação com a gente!

FELIZ DIA DAS MÃES

Um pouco de inspiração…

Sua mãe é… cor? Flor? Um jardim inteiro? Quando pensa nela o que te vem em mente? Alegria, carinho, colo? Que animal melhor a representa? Uma borboleta? Um pássaro? Gostaria de lhe dizer alguma coisa? Um segredo? Uma declaração de amor?

  • Bordado
  • Colagem
  • Colagem com volume
  • Fundo colorido e desenhos sobre a imagem
  • Pintura
  • Renda de papel
  • Fundo de objetos
  • Mensagens escritas

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Convide a família toda a participar da homenagem! Depois é só escolher onde pendurá-la e compartilhar a sua criação com a gente!

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Acreditamos na adoção de causas e na propagação de valores que possam impactar positivamente nossa sociedade. Uma de nossas principais bandeiras é a Educação, pois entendemos que a Educação de qualidade é o grande propulsor do progresso econômico, da mobilidade social e da diminuição da desigualdade em nosso país. 

Como ensina Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, “A educação não transforma o mundo. A educação transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire)

Responsabilidade social

São muitos os problemas que estão presentes na Educação brasileira, especialmente no ensino público. Segundo dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) 2019 tabulados pela plataforma QEdu, dos alunos da rede pública que terminam o Ensino Médio no Brasil 95% não têm os conhecimentos adequados de matemática e 69% carecem de aprendizado adequado de leitura e interpretação de textos. Nas escolas estaduais do Estado de São Paulo esses números são de 94% e 63%, respectivamente. 

Se os estudantes são agentes transformadores da nossa sociedade, é preciso garantir acesso a uma educação de qualidade e proporcionar um contexto em que possam crescer e modificar a realidade ao seu redor. A Educação derruba os muros da desigualdade e por isso consideramos nosso dever contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.

Projeto Educa Cerejeiras

Em 2015 criamos o Projeto Educa Cerejeiras, que distribui bolsas de estudo para os 3 anos do Ensino Médio no UNASP – Colégio Adventista de São Paulo, referência de ensino na Zona Sul da cidade de São Paulo, e que tem como filosofia educacional o desenvolvimento físico, intelectual e espiritual do aluno.

Os beneficiados são alunos da rede pública da região da região do Jardim Ângela, na Zona Sul da cidade de São Paulo. Em nosso Projeto, os bolsistas são selecionados por seu desempenho acadêmico e podem participar alunos que se destacam em escolas públicas estaduais e municipais da região, como a E.E. Professor Orlando Mendes de Moraes, E.E. Professor Samuel Morse, EMEF Professor Edivaldo dos Santos Dantas e EMEF Professor Clemente Pastore.

As bolsas incluem, além do custo integral da mensalidade, despesas de transporte, alimentação e material escolar. Promovemos também um programa de mentoria, com o acompanhamento do aluno e de seus responsáveis, para assegurar o comprometimento de todos em prol do desenvolvimento do aluno.

O que nos motiva?

A antropóloga cultural estadunidense, Margaret Mead, foi certeira em sua frase: “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou.”

Apesar de sermos um pequeno grupo, com capacidade de ajudar uma quantidade pequena de jovens por ano, somos conscientes, engajados e determinados. Sabemos que nossa ambição não é pequena! Queremos fazer nossa parte para transformar sonhos em realidade e deixar um legado que sirva de inspiração e referência.

Como combustível para nossa motivação, enviamos algumas perguntas aos alunos e ex-alunos participantes do Projeto Educa Cerejeiras e as respostas são inspiradoras. Temos orgulho do que estamos fazendo e de como estamos marcando positivamente a vida desses jovens.

Emilly, 21 anos – Primeira formanda beneficiada pelo Educa Cerejeiras.

O ano de 2015 foi especial para a Emilly. Paulista e moradora de Taboão da Serra, sempre sonhou em realizar muito mais do que sua realidade prometia. Estudante de escola pública, na adolescência Emilly já identificou que as ferramentas que tinha não seriam suficientes para trilhar o tão sonhado caminho:

“Desde muito jovem desejei e busquei formas de aprender e aprimorar minhas habilidades, e sei que esse desejo veio dos meus pais.(…) Eu via que as escolas públicas onde estudei não seriam o suficiente para alcançar os sonhos que eu tinha em meu coração.”

Emilly foi atrás de oportunidades: buscou projetos sociais e participou de cursinhos preparatórios para as provas da ETEC. Após algumas reprovações Emilly confessa que chegou a pensar que seu sonho era impossível e que nunca o realizaria. 

“2015 foi o ano da grande virada para mim.(…) Como uma fagulha de esperança, o Projeto Educa Cerejeiras surgiu e depois de mais uma prova, entrevista e muitas orações, pude ver meu esforço rendendo recompensas.”

Aprovada no Projeto Educa Cerejeiras, Emilly ganhou uma bolsa de estudos para os 3 anos do Ensino Médio e fez valer todo o esforço realizado. Ela se lembra com muito carinho e gratidão a importância do Projeto em sua vida:

“O Projeto Educa Cerejeiras foi um divisor de águas na minha vida, me deu uma visão muito maior sobre mim mesma, meus sonhos e o que posso fazer para tornar cada um deles real. Consigo enxergar os efeitos desses anos como bolsista do Projeto todos os dias quando me sento para estudar. Gratidão é a palavra que me vem à mente quando penso em tudo que me foi ofertado.”

Hoje com 20 anos, casada e cursando Odontologia, ela faz planos tão grandes quanto sua capacidade e determinação para realizá-los:

“Nesse momento, o plano é me tornar uma cirurgiã-dentista e iniciar minha especialização em odontopediatria, que sem dúvidas será seguida de um mestrado e doutorado. Cursos de extensão no exterior também já fazem parte da programação.”

Além de muita capacidade e inteligência, acreditamos que muitos outros jovens possuem, dentro de si, a garra e determinação de ir atrás de seus seus sonhos e realizar cada um deles, mas a falta de oportunidade torna o caminho muito mais complicado. 

“Hoje meu sonho e minha meta é retribuir tudo que foi feito por mim, dando a alguém a oportunidade e a esperança que um dia foi dada a mim.”

Nossa realização é imensa ao perceber que o Projeto Educa Cerejeiras vai muito além da oportunidade de capacitação acadêmica, ele é o início de uma infindável rede de cooperação, esperança, consciência social e ajuda ao próximo.

Alessandro, 16 anos – Aluno do 1º ano.

Nascido na Bahia, Alessandro veio para São Paulo ainda pequeno com seus pais e seu irmão. Escrever é uma das coisas que ele mais gosta de fazer em seu tempo livre, além, é claro, de assistir tv e jogar no computador. Quando o assunto é escola, ele revela suas matérias preferidas:

“Química e Física são minhas matérias favoritas, por mais que muitas vezes eu tenha dificuldade, sempre gostei dessas matérias, até mesmo antes de tê-las na escola, porque tem a ver com meus sonhos futuros.”

O jovem de 16 anos relata como era sua escola antiga e como se sente após ser selecionado para ser bolsista no Projeto Educa Cerejeiras:

“Eu vinha do Professor Samuel Morse, era uma boa escola apesar de tudo, os professores ensinavam bem embora alguns nem tanto, mas eu gostava de lá. Minha escola nova é incrível! Maravilhosa, tem um suporte completo para o aluno, um amplo espaço para explorar, assim como ótimos professores e também uma ambientação perfeita para ensino. Além da biblioteca, claro, tudo bem preparado para o ensino.“

Quando se formar Alessandro pretende ser físico e Técnico em Radiologia, e os seus planos para a universidade parecem bem decididos:

“Pretendo estudar Física numa faculdade no exterior, então me esforço bastante para que isso seja possível um dia.”

A resposta do Alessandro sobre um valor pessoal e o que faria do mundo um lugar melhor dispensa quaisquer comentários:

“Para mim, um valor pessoal mais importante é a empatia. Com ela, adquirimos outros valores que ajudam em nossa convivência com os demais.

O mundo seria melhor se as pessoas tivessem mais dessa empatia, se colocando no lugar dos demais, tudo iria ficar mais fácil, os seres humanos iriam ficar mais unidos. As coisas em si iriam melhorar se todos colaborassem pelo bem.”

Felipe, 18 anos - Formando da turma de 2020.

“O Educa Cerejeiras contribuiu imensamente na minha vida, de forma que, sem a bolsa de estudos, eu não teria tantas experiências quanto pude ter nos últimos três anos. Tive contato com outra realidade social, outras pessoas e outra forma de troca de conhecimentos. Sem esse projeto, eu não teria conhecido pessoas que hoje pretendo levar para o resto da minha vida, nem teria adquirido tão facilmente certos tipos de conhecimento e vivências.

Hoje, pretendo cursar publicidade e propaganda, e futuramente trabalhar com algo direcionado à vida artística.”

Jimar, 17 anos - Aluno do 3º ano

“O Educa Cerejeiras me proporcionou estudar no Unasp e me permitiu seguir no curso de T.I, uma imensa honra e oportunidade de não só adquirir conhecimentos técnicos valiosos para boas oportunidades para mudar minha realidade e de minha família, como também ter o melhor ensino acadêmico, em um lugar aprazível com ambiente e costumes incríveis que jamais conheceria em outras instituições de ensino, muito mais do que eu pudesse esperar e uma das melhores coisas que me aconteceu e mudou minhas perspectivas para o futuro.”

Maria Eduarda, 16 anos - Aluna do 1º ano.

“Nasci e cresci no Vera Cruz (bairro), tanto que ainda moro aqui, junto de minhas duas irmãs, mãe e vó. No ensino fundamental estudei no Orlando Mendes de Moraes, gostava das pessoas que estudavam e trabalhavam lá, porém não do ensino aplicado. A Unasp é realmente bem diferente da escola anterior, mesmo com aulas online é perceptível o quanto o ensino é mais exigente.”

Nossa missão de transformar.

Desde 2015 já tivemos a satisfação de investir em bolsas de estudo para 22 jovens e temos certeza de que muitas outras Emillys, muitos Alessandros, Felipes, Jilmar e Marias Eduardas estão por vir para contar suas histórias de superação e sucesso! 

Muitos de nossos ex-bolsistas hoje realizam o sonho de cursar o Ensino Superior, em cursos de Odontologia, Engenharia Civil e Letras. Com o Projeto Educa Cerejeiras, temos a missão de ajudar a transformar o futuro de crianças e jovens, oferecendo oportunidade para que possam superar desafios, crescer e progredir.

Acreditamos que podemos fazer a diferença e impactar positivamente a vida de muitas famílias, pois cada conquista individual tem o potencial de criar uma grande corrente de transformação social. Se mudar o mundo é fazer dele um lugar melhor para alguém, acreditamos que estamos no caminho certo.

Faça também a sua parte e, se possível, colabore com alguma organização social, associação ou fundação que invista na Educação. Os jovens de hoje não são somente os adultos de amanhã. Eles são a nossa responsabilidade para hoje e nossa oportunidade de fazer a diferença agora!

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O testamento é um documento com validade jurídica que garante que o patrimônio de alguém seja repartido entre os beneficiários por ele escolhidos. Diferentemente do que muitos pensam, o testador (aquele que faz o testamento) não pode dispor de todo o seu patrimônio no testamento, mas de apenas 50% dele. Os outros 50% pertencem obrigatoriamente aos chamados herdeiros necessários, ou seja, aqueles que a lei determina como herdeiros obrigatórios, que podem ser o cônjuge/companheiro(a), os descendentes (filhos, netos, bisnetos) e os ascendentes (pais, avós, bisavós…).

É uma matéria complexa, que está regulada entre os artigos 1.857 e 1.990 do Código Civil Brasileiro.

Requisitos necessários para fazer um testamento:

Para elaborar um testamento, alguns requisitos simples devem ser preenchidos pelo testador:

  • Ser maior de 16 anos de idade.
  • Não ser declarado incapaz por decisão judicial.
  • Estar em plena consciência de seus atos.

Tipos de testamento

O testamento pode ser particular, cerrado (fechado), público, ou especial (marítimo, militar ou aeronáutico). Eles se diferenciam pelo grau de confidencialidade, publicidade, número de testemunhas e algumas características específicas.

Testamento particular:

O testamento particular é feito pelo próprio testador, com a presença de no mínimo 3 testemunhas. Pode ser escrito a próprio punho ou mecanicamente, deve ser lido em voz alta para as testemunhas e depois assinado por elas e pelo testador. É um documento particular: em todo este processo não há o envolvimento de instâncias oficiais e não há a necessidade de reconhecer firmas ou lacrá-lo. 

Após a morte do testador, o documento deve ser apresentado ao juiz, que convocará as testemunhas para sua confirmação, bem como os herdeiros, tornando o testamento público.

Testamento cerrado:

O testamento cerrado, ou fechado, é muito parecido com o testamento particular, porém apenas o testador conhece o seu conteúdo. As testemunhas não assinam o próprio testamento, mas devem estar presentes no momento da entrega do testamento no Cartório de Notas e devem assinar a aprovação do documento juntamente com o tabelião. Após assinado, o tabelião irá lacrar e costurar o testamento, de maneira que, se o lacre for rompido, o testamento perderá sua validade.

Testamento público:

O testamento público é a modalidade mais conhecida e também a mais utilizada. Este tipo de testamento é escrito pelo tabelião de acordo com o disposto pelo testador, lido em voz alta com a presença de ao menos duas testemunhas e então registrado em um Cartório de Notas, assinado por todos. As testemunhas não podem ter grau de parentesco com o testador ou com os herdeiros e devem ser maiores de 18 anos.

Testamentos especiais:

As modalidades especiais de testamento são previstas para casos em que o testador está em situação em que não pode realizar o testamento nas modalidades comuns. O testamento militar pode ser feito por militar ou qualquer outra pessoa a serviço das forças armadas dentro ou fora do país. Este testamento exige a presença de 2 testemunhas, no entanto, em casos de extremo perigo, não precisará ser escrito, podendo ser passado oralmente às testemunhas. O testamento marítimo pode ser feito quando o testador está em alto-mar durante uma viagem e tenha receio de não chegar vivo ou capaz de expressar sua vontade. Também é necessária a presença de duas testemunhas, que poderão ser qualquer dos demais passageiros. O testamento aeronáutico também é feito durante a viagem do testador, seja a bordo de aeronaves militares ou comerciais. O testamento aeronáutico se aplica aos casos em que o testador possui o receio de não chegar vivo ao fim do voo. Em tal caso, como o comandante da aeronave não pode deixar seu posto, o testador pode designar qualquer pessoa do voo para lavrar seu documento.

Sobre quais bens se pode dispor em testamento?

A regra geral é a de que o testador só poderá dispor em testamento de metade de seu patrimônio, ficando a outra metade obrigatoriamente com os herdeiros que a lei determina como necessários. Contudo, é possível que o testador disponha sobre todos os bens de seu patrimônio, desde que observe o quinhão (a quota) dos herdeiros necessários. 

Na situação de um pai ou mãe, viúvo(a), com dois filhos, ele(a) poderá incluir todos os seus bens no testamento, desde que se assegure que cada descendente terá o mínimo de 25% do patrimônio. 

De outro lado, a metade disponível do patrimônio do testador pode ser destinada com ampla liberdade: instituição de caridade, associações ou organizações (religiosas, partidos políticos), familiares (herdeiros necessários ou não), amigos, empregados, enfim, o herdeiro testamentário pode ser quem o testador bem entender.

No caso acima, do pai ou mãe viúvo(a) com dois filhos, o testador poderá, por exemplo, deixar 50% de seu patrimônio a um irmão ou amigo necessitado, desde que deixe 25% de seu patrimônio com cada filho. Dentro desse mesmo limite, o testador poderá designar qual bem caberá a qual filho (um imóvel para o primeiro, outro para o segundo), evitando assim que isso seja objeto de conflito no futuro. Ou ainda privilegiar um filho mais necessitado em detrimento do outro, alocando 75% do patrimônio para um e 25% para outro.

Outra forma de dispor do patrimônio por testamento é vincular uma parcela do patrimônio ou um bem específico a alguém com a ressalva de que o beneficiado deve cumprir uma determinada condição ou finalidade. Por exemplo, não é incomum designar uma parte da herança para alguém com a condição de que passe a cuidar do animal de estimação, ou de que assuma a obrigação de financiar o estudo de um sobrinho, ou de assistir um familiar idoso.

O que pode entrar no testamento?

Além de partes ideais do patrimônio, é possível dispor sobre bens específicos no testamento. É o que se chama “legado”, com a possibilidade de indicar quem ficará com determinados imóveis, contas bancárias, veículos específicos, ou bens de caráter cultural ou científico. Alguns exemplos:

  • Professores que legam suas bibliotecas particulares às universidades.
  • Colecionadores de arte que legam suas obras a museus ou instituições culturais.
  • Escritores e compositores que legam os direitos autorais sobre suas obras a instituições apoiadoras da cultura.
  • Cientistas que legam os direitos de exploração de patentes a suas respectivas instituições de pesquisa.

Além dos bens e legados de caráter patrimonial, também é possível incluir condições e obrigações no testamento de natureza extrapatrimonial, como por exemplo: 

  • Funeral e celebrações pós morte do testador.
  • Publicação de escritos privados.
  • Forma de condução de negócios familiares.
  • Destino de animais de estimação.
  • Confissão de dívidas e segredos.
  • Reconhecimento de filho.
  • Nomeação de tutor para cuidar da guarda e administração do patrimônio dos filhos menores e incapazes após a sua morte.

Quais os benefícios de se fazer um testamento? O testamento é indicado para mim?

Além de garantir que seus bens sejam repartidos entre seus herdeiros da maneira que você deseja, fazer um testamento traz também muitos outros benefícios:

  • Minimizar conflitos entre os herdeiros.
  • Sucessão mais organizada.
  • Procedimento mais rápido e menos oneroso que um inventário judicial.

Algumas circunstâncias podem tornar a elaboração do testamento ainda mais necessária:

  • Pessoas que possuem um significativo número de bens e herdeiros.
  • Casais que convivem em união estável.
  • Pessoas responsáveis pelo sustento de alguém que não é seu herdeiro necessário (irmãos, ex-cônjuges, instituições de caridade, enteados, etc).
  • Proprietários de bens de expressivo valor cultural ou científico.
  • Pais de filhos menores que pretendem a nomeação de tutores.

O testamento garante que suas conquistas materiais sejam repassadas para aquelas pessoas que, na sua perspectiva pessoal e íntima, você elegeu para receber parte de seu patrimônio, além de seus herdeiros necessários. 

Além do controle sobre o destino de seus pertences, o testamento garante que seus familiares e dependentes tenham respaldo jurídico após sua partida. Por isso, é também uma forma de amenizar as complicações diante da perda de um ente querido, evitando conflitos e desentendimentos em durante um momento tão delicado.

Para conhecer nossas soluções, clique aqui.

Silhueta de uma mulher sentada em um balanço com vista para o mar ao pôr do sol, transmitindo paz e reflexão na praia.

Enfrentar o luto após a perda da mãe, independentemente da idade e das circunstâncias, é um dos maiores desafios que enfrentamos ao longo da vida. Perder a mãe é como romper uma conexão intensa e profunda e colocar fim a uma relação de afeto construída durante muito tempo com a figura materna e consigo mesmo.

Em seu livro “A soma de todos os afetos”, Fabíola Simão ressalta que “a maior saudade que nós vamos sentir na vida é saudade de mãe… pois é a saudade de nós mesmos!”.

A força desta ligação entre uma mãe e seu filho traduz, entre outras coisas, a magnitude das relações humanas. As mães são a nossa primeira e intensa experiência de amor.

Luto pela mãe: por que enfrentar a morte da mãe é tão difícil?

No mundo animal, os filhotes nascem e após alguns poucos dias ou meses, muito rapidamente se desenvolvem, aprendem a buscar alimento, se tornam independentes e se afastam da mãe. Os humanos somos os únicos seres que, por um bom tempo, precisamos de uma figura de apego e de cuidado para sobreviver. Ao longo do desenvolvimento humano, a mãe ajuda a construir uma estrutura física e emocional, ensinando estratégias de proteção ao perigo e sistema de alerta. Os estudos sobre a Teoria do Apego apontam para a importância dessa dimensão. A função da figura materna é proteger, confortar e garantir a sobrevivência da pessoa apegada.

A figura materna e as relações humanas.

Não podemos deixar de destacar que as relações humanas, mesmo as mais intensas, não são necessariamente seladas somente pelo amor. Temos que considerar, neste universo, que muitos filhos não viveram com suas mães biológicas ou tiveram relações difíceis com suas mães, a ponto de às vezes os afastarem. 

Outros, no entanto, foram cuidados pelo pai, avô, tio, pessoas que desempenharam papel de mãe. Se essa é sua vivência, não se sinta excluído, pense que existiu alguém que cumpriu esta missão de te proteger e cuidar enquanto você não podia cuidar de si mesmo.

Como lidar com a dor de perder uma mãe? A grandiosidade do papel de mãe.

Já dissemos em textos anteriores que o luto é um processo universal e individual, ou seja, cada luto é particular e tem o colorido da relação construída entre os dois sujeitos, afinal, todos nós somos individuais no nosso jeito de ser. 

Desse modo, nenhum luto é igual ao outro, pois não dá para mensurar a tristeza e o luto de cada um. A forma de superar o luto para alguém pode ser diferente da sua. Nenhum luto é menor ou maior do que o outro.

Não existe fórmula, etiqueta e script para seguir. O luto tem que ser vivido e exige de cada enlutado um trabalho de reorganização psicológica vivido em decorrência de uma perda de forte ligação afetiva.

Como viver o luto da mãe? Alguns cuidados para você atravessar esse difícil caminho.

Fique triste quando se sentir triste. Reconheça que o luto é seu e não tem problema não se sentir bem. As pessoas esperam que rapidamente os enlutados voltem a ser o que eram, porém ninguém é a mesma pessoa depois de perder a mãe. Acolha seus sentimentos e permita-se também ser feliz ainda que por alguns instantes. Chore ou sorria se sentir vontade.

  • Não compare seu luto com os irmãos e familiares. Você é único e sua relação com sua mãe também.
  • As pessoas dizem sempre: com o tempo vai passar!  Esqueça esse tempo, pois o seu tempo não tem escalas.
  • Busque, quando se sentir sozinho, uma rede de apoio de pessoas que possam te ouvir sem julgamentos. 
  • Não esqueça da dor, mas continue vivendo, pois outras pessoas estão ao seu redor e gostam de você.
  • Faça suas homenagens, crie seus rituais e valorize os bons momentos vividos que hoje são lindas e eternas memórias.
  • Tente construir para você o legado de sua mãe: algumas atitudes e ensinamentos são lições que a mãe deixa eternamente em nossos corações.
  • Faça a sua homenagem! A saudade vem de uma lembrança e pede um ritual. O ritual não tira nossas dores, mas acalma nossa alma.

Gostaríamos, porém não temos uma fórmula mágica para superar este momento de luto pela perda da mãe. Muito além de uma “solução”, é muito importante enfrentar, dia após dia, o processo de luto.

Lembre-se que, apesar de ser um processo individual, você não precisa passar por ele sozinho. Conte com amigos próximos, pessoas de confiança e profissionais para que o luto seja atravessado de maneira saudável.

Apoio ao luto no Memorial Parque das Cerejeiras.

Para o Parque das Cerejeiras, o suporte ao luto significa praticar a solidariedade com o próximo. Atuamos no apoio ao enlutado, em parceria com o Centro de Psicologia Maiêutica, com foco na saúde espiritual e psicológica dos que enfrentam a perda do ente querido. 

Entre em contato conosco e conheça nosso trabalho.

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Cerejeiras