Honrando memórias: o desafio da exumação no processo do luto.

Os recentes estudos do luto têm se ocupado em compreender a dor psíquica provocada pela perda de uma pessoa amada. 

Sabemos que o luto é um processo longo e gradual, no qual o grande trabalho é aprender a viver sem a pessoa que morreu, ressignificando essa nova existência em que a pessoa física não mora mais do lado de fora, mas passa a existir do lado de dentro, em forma de memória, homenagem e legado deixado.

A relevância da exumação no processo do luto.

O luto é uma reação natural e universal à perda de alguém significativo. Embora seja uma experiência comum, é um fenômeno pessoal e individual, vivido de maneiras distintas por cada pessoa. 

As emoções intensas e complexas que surgem durante o processo de luto podem incluir tristeza profunda, desespero, choque, raiva, culpa e até mesmo alívio

É uma jornada dolorosa, na qual enfrentamos a inevitabilidade da morte e somos obrigados a lidar com uma ausência que parece insuperável. Conforme explicamos em outro artigo sobre o tema, a exumação é o ato de desenterrar. 

Consiste na retirada dos restos mortais do túmulo ou sepultura para fins diversos. Pode ocorrer por razões legais, como parte de investigações criminais, ou por motivos práticos, como liberar espaço nos jazigos e mausoléus de cemitérios.

Além disso, em alguns casos, as famílias podem optar pela exumação para transferir os restos mortais para outro local ou para realizar um ritual específico, como a cremação de ossos.

A pandemia e os desafios adicionais no processo do luto e da exumação.

No contexto da pandemia de COVID-19, o tema da exumação ganhou relevância, uma vez que muitas famílias enfrentaram a perda repentina de entes queridos e não puderam realizar os rituais tradicionais de despedida. 

A pandemia trouxe à tona desafios inimagináveis para a sociedade, restringindo a interação física, fechando fronteiras e impondo medidas de distanciamento social para conter a propagação do vírus. 

As medidas de prevenção, embora necessárias, tiveram impactos devastadores nas vidas das pessoas, especialmente naquelas que perderam seus entes queridos para a doença.

O processo do luto em tempos de pandemia foi intensificado pelas restrições impostas à realização de cerimônias fúnebres. 

Os rituais de velório, a proximidade no leito de morte e os abraços de consolo entre amigos e familiares foram brutalmente suprimidos por conta das recomendações sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS)medidas dos governos de diferentes países. Familiares tiveram que enfrentar a dor da perda sem a oportunidade de se despedir adequadamente, gerando complicações emocionais e psicológicas.

Os impactos emocionais no luto e na exumação.

Essa situação trouxe à tona uma série de questões complexas relacionadas ao lutoà exumação. O processo de exumação, que já é naturalmente delicado, se tornou ainda mais desafiador, pois reacende memórias e emoções vividas com a pessoa falecida. 

As famílias que passam por esse momento enfrentam uma série de emoções contraditórias: saudades da pessoa amada, raiva da situação, negação da perda e inconformismo com a realidade.

Decisões sobre como fazer a exumação.

Neste contexto, é essencial que as famílias enlutadas tenham acesso a suporte emocional e psicológico adequado. Grupos de apoio ao luto, como os oferecidos no Memorial Parque das Cerejeiras, podem ser de grande ajuda para auxiliar os enlutados a lidar com seus sentimentos e encontrar meios saudáveis de enfrentar o processo de exumação.

Ao enfrentar a possibilidade de uma exumação, é crucial que a família possa tomar decisões conscientes e informadas. Algumas orientações e cuidados podem ser discutidos previamente para tornar esse momento menos doloroso:

1. A presença no ritual de exumação não é obrigatória, e muitas famílias podem preferir não estar presentes, optando por prestar homenagens de outras formas significativas.

2. Além disso, é essencial que as instituições que realizam a exumação forneçam todo o apoio necessário e respeitem as decisões da família. Instruções claras sobre como proceder durante o ritual de exumação, como manter distância, também são fundamentais para garantir a segurança física e emocional dos envolvidos.

3. Outro aspecto relevante é a elaboração de rituais significativos para honrar a memória do ente querido durante o processo de exumação. Esses rituais podem variar de acordo com as crenças e preferências da família, mas são essenciais para trazer conforto e paz durante esse momento difícil.

4. Após a exumação, a família pode optar por realizar uma nova cerimônia de despedida. Os restos mortais podem ser reinumados (sepultados novamente) no mesmo jazigo, ou levados a outro local, como um ossuário. Ou, ainda, existe a opção de cremação de ossos. Cada família deve seguir o caminho que melhor se adeque às suas necessidades emocionais, crenças e conveniências.

5. Independentemente da escolha, é importante que os enlutados estejam preparados para revisitar seu processo de luto, pois sentimentos de tristeza e saudade poderão emergir novamente.

A importância do suporte emocional durante a exumação.

Em conclusão, a exumação representa um capítulo doloroso e complexo no processo do luto. É fundamental que sejam oferecidos suporte emocional e psicológico adequado, bem como espaços de acolhimento para aqueles que enfrentam esse desafio. 

A busca por grupos de apoio ao luto e profissionais de saúde mental pode ser de grande auxílio para ajudar os enlutados a encontrar formas significativas de honrar e lembrar seus entes queridos, e assim, gradualmente, enfrentar a dor da perda e seguir em frente com a vida.

O momento que vivemos durante a pandemia da COVID-19 também nos ensinou a valorizar ainda mais a importância de expressar nosso luto e celebrar a vida daqueles que partiram, mesmo em meio a adversidades. 

A exumação, embora uma etapa delicada, pode ser um momento de reflexão e ressignificação das memórias, proporcionando aos familiares a oportunidade de encontrar conforto e paz ao enfrentar suas emoções contraditórias. 

Por meio do apoio mútuo e da compreensão, poderemos caminhar lado a lado com aqueles que enfrentam a jornada do luto, honrando suas memórias e fortalecendo o vínculo entre as pessoas, mesmo diante dos desafios inesperados que a vida nos apresenta.

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Cerejeiras

luto

Caminhando juntos na jornada do luto por suicídio: prevenção, cura e esperança

“O suicídio é uma solução permanente para um

problema temporário” (E. Shneidman)

A morte sempre será um enigma para nós, seres humanos; contudo, somos os únicos animais que têm consciência desse fenômeno. Cada morte tem um impacto de longo alcance em famílias, amigos e na comunidade. 

Quando a morte chega em uma família abalando os laços de amor e os vínculos com o falecido, começa a difícil jornada que se chama processo de luto, que se configura de forma individual, sem tempo definido e cujas tarefas de enfrentamento serão únicas para cada sobrevivente. 

Se uma morte natural produz dores físicas e psicológicas, uma morte por suicídio, onde a pessoa decide de forma individual e solitária interromper sua própria vida, pode ser devastadora. O suicídio pode ser considerado o tipo de morte prolongada, dolorida e difícil de lidar para os familiares e amigos do falecido. 

Embora esse assunto ainda seja tabu para a maioria das pessoas, precisamos refletir sobre esse fenômeno de forma a aumentar o acesso e a informação sobre a prevenção do comportamento suicida e o trabalho de “posvenção” (assistência às pessoas impactadas pelo suicídio) que a família precisa.

Suicídio: números e fatores de risco.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde – OMS, a cada 40 segundos alguém tira a própria vida. 

Outro relatório da OMS aponta que suicídio é a quarta principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos. Foram mais de 700 mil ocorrências no mundo em 2019, 14.540 das quais no Brasil.

Acreditamos que falar de suicídio é uma conversa difícil, mas necessária. Dúvidas infindáveis atravessam as famílias que buscam respostas que jamais terão, pois se foram com o falecido. 

Sentimentos de culpa disparam nos amigos e familiares, e a famosa doença do “se” instala-se: “se eu tivesse ligado…”, “se eu tivesse perguntado…”.

Vêm à tona sentimentos ambíguos, um misto de inconformismo, dor e raiva. É comum ouvir depoimentos dos sobreviventes de que a sensação é de um tornado que passou levando tudo e deixando um vazio enorme. 

É preciso compreender que a pessoa não se matou por causa de algo que eventualmente tenha feito, falado ou deixado de fazer. É sabido hoje que o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial

Diversas circunstâncias podem estar relacionadas a esse comportamento. A depressão costuma estar presente em muitos casos, mas não é o único fator de risco.

Sinais de alerta e prevenção do suicídio.

Precisamos aprender a olhar e a identificar os sinais de alerta e orientar em como buscar ajuda e apoiar quem está com pensamentos suicidas.  

As estatísticas apontam para um aumento considerável do suicídio desde a pandemia, que potencializou o isolamento das pessoas, a ansiedade galopante e sintomas de depressão.

A importância da educação pública sobre o tema.

A educação pública sobre o tema do suicídio desempenha um papel fundamental na prevenção. É essencial que a sociedade como um todo seja informada e conscientizada sobre os riscos, sinais de alerta e as formas de buscar ajuda. 

Campanhas de conscientização, programas educacionais nas escolas e divulgação de recursos de suporte podem ser instrumentos poderosos para disseminar informações vitais e reduzir o estigma em torno do suicídio.

A Importância da comunicação aberta: como podemos ajudar a prevenir o suicídio?

Caso você esteja perto de alguém que pensa em suicídio ou exista esta suspeita, não deixe de conversar com essa pessoa sobre o tema. Evite julgamentos. Essa atitude em nada pode ajudar, ao contrário, coloca mais angústia e reforça os pensamentos suicidas. Observe mais detalhadamente a fala e os comportamentos dessa pessoa.

Alguns indícios podem ajudar a identificar que uma pessoa está pedindo ajuda: ela pode estar dizendo que é um peso para todos e que não aguenta mais. Pode estar dizendo que se sente sozinha e sem esperança no futuro, que a vida está ruim e que está pensando coisas ruins. 

É possível também observar alterações de humor e de comportamento, como queda de produtividade no estudo ou no trabalho, afastamento social, sinais de depressão e tristeza profunda. Esses são alguns dos sinais de um comportamento e pensamentos de um suicida.

Diante disso, seja empático e acolhedor, e proponha ajuda profissional e/ou diga “você não está sozinho, pois estou aqui com você”, “se quiser companhia para realizar alguma tarefa, me avise” e “pensaremos juntos em como solucionar os seus problemas”. 

Autocuidado durante o luto por suicídio: como podemos ajudar os sobreviventes enlutados?

O sobrevivente enlutado por suicídio é um termo que tem sido usado para se referir às pessoas que estão em processo de luto. O trabalho de “posvenção” está voltado a ações para o acolhimento e suporte aos familiares e amigos que foram impactados por um suicídio.

O luto por suicídio é diferente e pode ser prolongado. Se você está vivendo isso, é preciso ter atenção a alguns pontos:

 1. Não sinta culpa pelo que aconteceu, pelo porquê, se podia ter impedido, se podia ter percebido antes do ato,…. Essa culpa só causa angústia e sofrimento. Você não tem o controle da vida do outro.

2. Busque ajuda profissional onde não haverá julgamento, e você poderá desabafar, falar de suas dores, de suas emoções.

3. Busque compartilhar sua experiência com outros sobreviventes, cuidadores e com todos que buscam a ampliação do conhecimento

acerca do suicídio e do luto por suicídio.

4. Não exija ser a mesma pessoa de antes: há uma maneira de se viver antes do suicídio e outra depois dele.

5. Busque amigos que possam te ouvir sem críticas. O sofrimento tamponado provoca um efeito “panela de pressão”.

6. Não se veja julgado pelo olho do outro.

7. Se você sente que está em uma canoa com um remo só, lembre-se de que ainda existe a possibilidade de chegar na outra margem do rio.

8. Busque grupos de enlutados por suicídio, onde você poderá compartilhar suas angústias e encontrar alguns caminhos para prosseguir nessa jornada tão difícil.

A jornada de cura e resiliência.

A jornada de cura e resiliência para aqueles que enfrentam o luto por suicídio é uma caminhada desafiadora, mas possível. 

À medida que o tempo passa, a dor intensa pode diminuir, e os sobreviventes podem encontrar maneiras de lidar com suas perdas. A busca por apoio profissional, como terapia ou grupos de apoio, pode ser um passo crucial nessa jornada. 

Além disso, desenvolver a resiliência emocional é essencial. Isso envolve a capacidade de enfrentar adversidades, adaptar-se e, eventualmente, encontrar significado e esperança na vida após a perda.

Esperança e apoio aos enlutados.

Em última análise, enfrentar o luto por suicídio é uma experiência devastadoramas é importante lembrar que a esperança não está perdida. 

A prevenção do suicídio começa com a conscientização, a comunicação aberta e o apoio às pessoas em necessidade. Para os sobreviventes, a jornada de cura é possível com o tempo, apoio emocional e o comprometimento com o autocuidado.

Nossa responsabilidade como sociedade é criar um ambiente em que as pessoas se sintam à vontade para pedir ajuda e falar sobre suas lutas emocionais sem medo de julgamento. A educação pública sobre o suicídio é um passo crucial nessa direção. 

Com compreensão, apoio e esforços contínuos, podemos trabalhar juntos para reduzir o impacto do suicídio em nossas comunidades e oferecer uma mensagem de esperança para aqueles que precisam. 

A prevenção do suicídio e o apoio aos enlutados são esforços que podem salvar vidas e restaurar a esperança em tempos de escuridão. Existem centros de atendimento gratuito de acolhimento, como o Instituto Vita Alere.

O CVV – Centro de Valorização da Vida (fone:188) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas.

 

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Cerejeiras. 

fauna no cerejeiras

Convivência com a natureza: fauna no Cerejeiras.

Algumas pessoas não sabem, mas o Memorial Parque das Cerejeiras, em sua busca pela harmonia e integração com a natureza, tem diversos animais vivendo ao longo de sua área.

Pavões, diferentes aves, borboletas e carpas são alguns exemplos que os visitantes encontram quando andam pelos arredores do Cerejeiras. 

Os animais contribuem para criar atmosfera natural e acolhedora, fortalecendo a conexão com a natureza que, em uma cidade agitada como São Paulo, nem sempre é possível e costuma fazer falta.

Um estudo recente sobre a fauna no Cerejeiras detectou a presença de 116 espécies diferentes, das quais 81% são aves, 9% do grupo de anfíbios e répteis, 8% de mamíferos, e ainda 2% de invertebrados.

A presença de animais no ambiente do Cerejeiras proporciona diferentes benefícios para os visitantes, pois estes podem desfrutar da companhia e observação de várias espécies, gerando uma sensação de tranquilidade e conforto.

Essa interação com animais pode ser terapeuticamente positiva, ainda mais para quem está passando por um momento de luto, pois auxilia na redução do estresse e na promoção do bem-estar emocional, que são fundamentais para ajudar a enfrentar esse momento.

Conheça mais sobre a relação entre a fauna local e o Cerejeiras.

O Cerejeiras tem como vizinho um espaço muito especial: o Parque Ecológico do Guarapiranga. Por conta dessa proximidade, nosso espaço acaba sendo passagem para os animais da região e ele também é escolhido como área de descanso pelos animais aquáticos da represa.

A presença dos animais no Parque das Cerejeiras traz benefícios não apenas para os frequentadores, mas também cumpre com um papel ecológico importante. Eles ajudam com controle de pragas, polinização de plantas e na manutenção do equilíbrio do ecossistema local. 

Assim, a presença desses animais pode contribuir para a saúde e a diversidade da flora e fauna na região. Para que toda a interação entre os visitantes e a fauna no Cerejeiras seja segura e respeitosa, há diversas regras e protocolos que foram estabelecidos.

Eles são resultado de pesquisas e estudos realizados, com o intuito de garantir a proteção dos humanos e dos bichinhos.

Quais cuidados temos com a fauna do Cerejeiras?

Diariamente, existem diversas precauções em torno do bem-estar dos animais que circulam pelo Cerejeiras. Um exemplo são as inspeções frequentes que são realizadas por toda sua extensão para averiguar a existência de armadilhas e, consequentemente, desativá-las. 

A ronda também serve para inibir a entrada de caçadores furtivos interessados em capturar ou até matar os animais. Uma preocupação constante é quantos aos ninhos. 

É necessário tomar precauções durante atividades, como roçado de áreas com grama e poda de arbustos, a fim de evitar danos e garantir o desenvolvimento adequado dos filhotes. 

Quando encontramos um ninho, é isolada uma área com raio de 3 metros de distância. Além disso, é feita a sinalização com fita zebrada para evitar a aproximação de roçadeiras e pessoas que possam representar risco de morte ou de lesões aos filhotes. 

Eles, normalmente, estarão prontos para sair do ninho e voar após um período médio de dois meses. Essas medidas visam proteger a fauna local e garantir que os animais tenham a oportunidade de se reproduzir e completar seu ciclo de vida naturalmente. 

Por isso, é importante respeitar as leis e regulamentos ambientais para conservar a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

De aves a galinhas d’angola: quais animais estão pelo Memorial Parque das Cerejeiras?

Quem já visitou ou viu fotos do Cerejeiras sabe que o que não falta são flores espalhadas por todo o Parque. Graças a essa vasta flora, as borboletas são presença constante por aqui. 

Para que elas sejam bem-vindas em nosso espaço, cultivamos plantas hospedeiras e com néctar, a fim de abrigar seus ovos e lhes fornecer alimento. Quando visitar o Memorial Parque das Cerejeiras, certamente encontrará galinhas d’angola andando pelo espaço. 

Uma curiosidade: toda elas nasceram aqui. As galinhas d’angola são excelentes controladoras de pragas, como carrapatos e insetos, favorecendo o controle biológico.

Os pavões também são presença garantida entre os visitantes com sua beleza ornamental e majestosa, plumagem colorida e cauda imponente. Como eles gostam de locais extensos para se locomoverem, estão sempre transitando próximos a espaços do Cerejeiras, como a administração e a capela.

As carpas estão numa localização especial: no lago com três quedas d’água. Esse ambiente é bastante procurado pelos visitantes por ser relaxante, já que o barulho de água e a beleza das carpas transmitem serenidade e amenizam as emoções.

Corujas, tucanos, sabiás, quero-queros, maritacas… esses são alguns exemplos de aves que se exibem pelo Cerejeiras. Da mesma forma que com as borboletas, temos árvores frutíferas para acolhê-las e alimentá-las. 

Ao andar por aqui, certamente terá como companhia o canto das aves.

Meliponário Cerejeiras: cuidados com as abelhas para ter equilíbrio ambiental.

Você sabe o que é meliponário? É onde são criadas e cuidadas abelhas sem ferrão e que produzem mel. Em 2021, começamos a construção do Meliponário Cerejeiras, com colmeias especiais, chamadas de melgueiras, que servem como moradia para as abelhas.

E por que esse interesse do Cerejeiras em criar e cuidar dessas abelhas?

Elas são as grandes responsáveis pela polinização de árvores e flores. Esse processo está diretamente ligado com a nossa alimentação, pois frutas e legumes, por exemplo, são produzidos graças ao trabalho incansável desses insetos. 

Sem as abelhas, muitas culturas agrícolas seriam severamente afetadas, levando a uma diminuição na produção e disponibilidade de alimentos. Além dessa importância na alimentação, a cera e o própolis produzidos por elas são bastante utilizados pela medicina tradicional e indústria de cosméticos.

Como se não bastasse, esses pequenos insetos contribuem para a manutenção da saúde dos ecossistemas. Ao polinizar as plantas, as abelhas ajudam a conservar a biodiversidade e promovem a restauração de áreas degradadas. 

Sua presença em ecossistemas naturais indica tanto a qualidade do ambiente quanto a presença e disponibilidade de recursos para outros animais. No entanto, cada vez mais a população de abelhas tem diminuído, gerando grande preocupação mundial. 

Não é à toa que Assembleia Geral das Nações Unidas escolheu uma data especial para chamar a atenção para esse problema: o dia 20 de maio é o Dia Mundial da Abelha.

Por todas essas razões, o Cerejeiras quis fazer a sua parte e instalar seu próprio meliponário e, assim, colaborar com a preservação e cuidado com as populações de abelhas, tão essenciais para garantir um meio ambiente equilibrado e sustentável.

Quer descobrir mais sobre a relação do Memorial Parque das Cerejeiras com a fauna local?Acesse e conheça melhor nossos projetos e cuidados.

Importancia do legado

O que significa legado e qual sua importância?

Antes de discutirmos sobre a importância do legado, é interessante entender o que essa palavra significa.  Legado está relacionado àquilo que é transmitido a outra pessoa. Muitas vezes, o atrelamos ao patrimônio material que um ente falecido deixa como herança a seus familiares.  Entretanto, o legado deixado também pode ser feito dos ensinamentos, emoções e valores que essa pessoa transmitiu a todos com quem conviveu. Por isso, a importância do legado vai muito além dos bens materiais.  Não é à toa que, quando alguma personalidade famosa falece, muitas pessoas, mesmo que não a conhecessem pessoalmente, ficam entristecidas e com o sentimento de luto: é porque essa celebridade deixou um legado importante para aqueles que a acompanhavam e admiravam.

Qual a importância do legado em vida?

A importância do legado frequentemente é associada ao momento da morte, mas isso é um grande equívoco. Ele é construído e propagado durante a vida, enquanto é possível estar na companhia das pessoas que nos são importantes.

Sendo assim, uma das formas mais eficientes de deixar um legado é através de conversas com amigos e familiares e dos momentos que são compartilhados com eles, tanto os bons quanto os mais difíceis. 

Manter-se ao lado de alguém durante um período difícil está, certamente, ensinando sobre a importância da amizade e da lealdade. Destinar tempo de qualidade para as pessoas que se ama é sinônimo de acolhimento, de prioridade. 

Quem não quer ser lembrado pelos demais por ser uma pessoa atenciosa e com a qual se pode contar? São nesses momentos, inclusive, que dividimos com o outro nossas opiniões e estas podem servir de conselho, de incentivo ou de inspiração, fazendo com que a pessoa se lembre deles em ocasiões posteriores. 

Desse modo, é possível perceber a importância do legado, porque, além dele ser duradouro, diversas vezes ele está sendo transmitido semque saibamos ou imaginemos. 

Quem nunca se surpreendeu com alguém dizendo que uma determinada conversa ou momento a marcou de uma forma positiva, ajudando em outras situações que ela passou?

Por isso, a importância do legado está ligada à vida e não à morte, àqueles momentos que vão ficar sempre guardados na memória de tão especiais que foram, com uma troca de carinho e amor.

Como transmitir a importância do legado para as crianças?

Sabe-se que as crianças aprendem muito pelo exemplo que vem de outras pessoas, principalmente dos adultos responsáveis por sua criação. 

Por isso, é preciso ter olhar atento para lhes transmitir bons ensinamentos, como respeitar a si mesmo e ao próximo, ser honesto e ter empatia e resiliência.

Quando ler um livro ou assistir a um desenho animado com uma criança, aproveite para discutir as situações enfrentadas pelos personagens, perguntar a opinião dela sobre o assunto e o que ela faria diante daquilo. 

É por meio dessa maneira lúdica que surge a oportunidade de debater com ela os valores que você quer deixar como legado. O brincar simbólico também cumpre essa função. 

É na brincadeira que a criança consegue se expressar e demonstrar tudo o que está sentindo e vivenciando, além de aprender sobre os mais diversos assuntos, não só os pedagógicos, mas também os da vida diária. 

Por isso, a importância do legado está diretamente atrelada à importância do brincar. Mesmo sem parecer, quando os ensinamentos aparecem nos jogos e brincadeiras, ela está absorvendo todos eles de uma forma leve e divertida. 

Assim, sua personalidade e caráter já vão sendo construídos desde cedo, de acordo com o legado que lhe é transmitido.

Personalidades brasileiras que comprovam importância do legado.

Diversas personalidades brasileiras das mais diferentes áreas deixaram grandes legados para seus conterrâneos e também para pessoas de outros países. 

Um grande exemplo de pessoa inspiradora é a Irmã Dulce, freira que teve dois milagres reconhecidos pelo Vaticano: a recuperação de uma parturiente que estava com uma hemorragia interna e a recuperação da visão de um homem que estava sem enxergar há anos por causa de umglaucoma. 

Entretanto, o legado de Irmã Dulce não é resumido a esses feitos. Seu legado maior é a ajuda aos pobres que realizou por toda a vida. Ela costumava dizer que no amor e a fé é que encontrava a força necessária para cumprir sua missão. 

Foi canonizada pelo Papa Francisco em 2019, com o título de Santa Dulce dos Pobres. Claro que não é preciso ser religiosa(o) para deixar um grande legado. Maria da Penha é um dos nomes mais conhecidos do Brasil devido à sua luta pelo direito das mulheres e contra a violência doméstica. 

Seu marido tentou matá-la duas vezes, uma com um tiro, que a deixou paraplégica, e outra por eletrocussão. Desde então, tornou-se ativista dos direitos das mulheres. 

Seu legado está na aprovação da Lei nº 11.340/2006, conhecida justamente por Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Nos esportes, Ayrton Senna é um dos maiores representantes da importância do legado para o povo brasileiro. O piloto de Fórmula 1 se tornou a imagem da dedicação e superação, tendo fãs ao redor do mundo, como Lewis Hamilton, piloto sete vezes campeão mundial, que sempre declara que Ayrton Senna é uma de suas maiores inspirações. 

A rede de comunicação BBC elegeu o automobilista brasileiro como o melhor piloto de Fórmula 1 da história, devido à sua enorme dedicação ao esporte, sempre buscando a excelência e os melhores resultados.

Senna também se dedicou à filantropia, principalmente em causas relacionadas à infância. Ele deu início ao projeto que hoje é o Instituto Ayrton Sennapresidido por sua irmã Viviane Senna, cujo trabalho é voltado para a educação.

Maurício de Sousa é outro brasileiro que representa bem a importância do legado. Seus gibis, publicados desde a década de 1970, são grandes responsáveis pela iniciação no mundo da leitura de diversas crianças, não só do Brasil, como também do mundo, já que as histórias da Turma da Mônica já foram publicadas em 40 países. 

Muitas crianças começam a ter interesse por ler graças a Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha e seus amigos que, mesmo depois de tantos anos, continuam fazendo sucesso e contribuindo para a formação de leitores.

Agora, conte para o Cerejeiras: qual foi o maior legado que já lhe deixaram? Ou ainda, qual legado você pretende transmitir? 

Se ainda não havia feito essas perguntas, tire cinco minutinhos para pensar sobre esse assunto, porque ele pode trazer reflexões importantes.

Significado da páscoa

O significado da Páscoa nas religiões tem suas semelhanças e diferenças, mas para todas é um período que significa renovação e esperança. É tempo de agradecer e de buscar ser uma pessoa mais virtuosa. 

No Brasil, a cada ano a celebração pascal é realizada em uma data diferente.

A mudança acontece anualmente porque depende de variações do ciclo lunar em relação à data do equinócio de outono aqui no hemisfério sul e do equinócio de primavera no hemisfério norte, que ocorre em 20 ou 21 de março de cada ano. 

O Dia da Páscoa será o domingo seguinte à primeira lua cheia da data desse equinócio, podendo cair de 22 de março a 25 de abril.  data pode até mudar, mas o que não muda é a importância que a Páscoa tem para diversas religiões.

Ressureição de Cristo é o maior significado da Páscoa para os cristãos.

“Ele não está aqui! Ressuscitou!”. Essas afirmações estão na Bíblia, no livro de Lucas, capítulo 25, versículo 6. 

É a ressurreição de Jesus Cristo o maior significado da Páscoa para os cristãos, pois eles celebram seu renascimento, que representa a vitória da vida sobre a morte.

Outro trecho bíblico que aponta para a importância dessa data para os cristãos é o que está no livro de Coríntios, capítulo 15, versículo 14: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. 

Sendo assim, crer na ressureição de Cristo é um dos fundamentos da crença cristã e enaltecê-la na Páscoa é uma grande demonstração e afirmação dessa fé, já que a morte e ressureição de Jesus simbolizam a esperança e renovação que são necessárias para a vida de todos.

Além disso, é também uma forma de celebrar a vida e a oportunidade de poder desfrutá-la. Por essas razões, os cristãos separam essa data para agradecer a Jesus Cristo pelo seu sacrifício em nome dos homens e também para renovar seus votos de agradecimento e fé, comprometendo-se a ser uma pessoa melhor a cada dia.

O símbolo do coelho da Páscoa também tem relação com a ressureição, pois esse bichinho teria sido o primeiro a ver o túmulo de Cristo vazio. Os ovos, por sua vez, representam o renascimento e a vida.

Para os cristãos ortodoxos, o vermelho é a cor que representa o significado da Páscoa.

Os cristãos ortodoxos consideram o vermelho a cor da vida, por isso ela é utilizada na Páscoa por seus fiéis, como forma de reafirmar e rememorar a vitória da vida de Jesus Cristo perante a sua morte. 

Não é à toa que os ovos de Páscoa dos cristãos ortodoxos são todos pintados com essa cor e colocados em grandes cestas. Eles seguem a rigor o jejum do período da quaresma e, até antes mesmo desse ciclo, realizam um pré-jejum, ou seja, uma preparação gradual para o que virá a seguir. 

É comum que nessa fase prévia tenham dias específicos em que não há consumo de carne ou laticínios, por exemplo. Os cristãos ortodoxos seguem o calendário juliano, em vez do gregoriano que foi citado anteriormente. 

Por essa razão, muitas vezes a data Páscoa é diferente para esse grupo. No ano de 2023, por exemplo, ela será comemorada no dia 16 de abril, enquanto para os cristãos não ortodoxos a solenidade ocorrerá uma semana antes, no dia 9 de abril.

Para os judeus, o significado da Páscoa está na libertação.

Ao contrário do que muitos pensam, a Páscoa tem origem judaica e não cristã, tendo sua primeira celebração pelos judeus por volta de 3.500 anos, antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo.

A palavra “Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, cujo significado é “saída”, “passagem”, “esperança”, por representar a libertação dos judeus da condição de escravizados. 

Na Bíblia, em Êxodos, é dito no capítulo 12 “esta é a Páscoa do Senhor, páscoa significa: passagem; passar por cima”. Moisés recebeu de Deus a missão de libertar os hebreus do poder do império egípcio, que os escravizava. 

Como esse pedido não foi aceito, houve a execução das dez pragas do Egito, com o intuito de mostrar a soberania de Deus. Alguns exemplos dessas pragas foram a transformação da água em sangue, infestação de bichos e insetos, como sapos e gafanhotos, e escuridão incessante. 

A última, que foi a morte dos primogênitos das famíliasincluindo o do imperador, fez com que os hebreus fossem libertados, o que permitiu sua saída das terras egípcias e a busca pela terra prometida. 

Os primogênitos dos hebreus foram poupados e salvos, pois Deus ordenou que sangue de cordeiro fosse passado nas portas de suas casas como um sinal para que soubesse que ali eram seus lares.

Sendo assim, o significado da Páscoa para os judeus é o da libertação de seu povo da escravidão imposta pelos imperadores egípcios, divergindo do significado cristão atrelado à ressureição de Jesus Cristo.

Para celebrar a Páscoa, os judeus fazem o “Seder”, um jantar em família no qual é lido o “Hagadá”, escritura que narra essa saga, para que o sofrimento pelo qual eles passaram nunca seja esquecido. 

Os alimentos servidos também remetem àqueles que os seus antepassados comiam, como cordeiro, pão sem fermento e ervas de sabor mais amargoExiste, ainda, a restrição de não comer nada cru ou cozido em água nessa data, apenas alimentos assados no fogo.

Além disso, os primogênitos da família devem jejuar um dia antes da celebração pascal em homenagem aos primogênitos salvos durante a décima praga do Egito.

O Cerejeiras deseja a todos uma Feliz Páscoa! Que possam celebrar

essa data com a família e seguindo os preceitos religiosos nos quais acreditam.