musicas livros

A importância de encontrar maneiras de lidar com o luto e a morte de um ente querido é um tema recorrente na Psicologia. As músicas e os livros são ótimas formas para ajudar nesse processo do luto, seja se expressando por meio deles ou lendo e ouvindo obras que tratam do assunto. Com a arte materializada em músicas e livros, podemos elaborar melhor a dor, buscar alívio, sentir mais acolhimento e identificação num momento difícil, organizar pensamentos e sentimentos. 

Destacamos aqui algumas obras icônicas, músicas e livros, que tratam do luto e da morte e as mensagens que carregam.

Os Livros sobre luto e morte mais antigos da História.

Desde o Egito Antigo, é comum as pessoas se expressarem através da escrita sobre o luto e a morte. Uma das tradições mais famosas é a do Livro dos Mortos, no qual os egípcios escreviam orações e preces nos papiros que eram colocados nos túmulos, com o objetivo de ajudar o falecido em sua travessia. Eles acreditavam que, assim, a vida após a morte seguiria sem problemas ou obstáculos.

Você sabia que a Bíblia também é considerada um livro sobre luto, morte e consolo?

A Bíblia é o livro mais lido no mundo, ocupando o primeiro lugar das leituras também no Brasil. Hoje, é possível acessá-la pela própria internet ou por meio de aplicativos que trazem passagens bíblicas para o leitor. 

A Bíblia é, também, um livro sobre luto e morte, já que esses temas são abordados em diferentes capítulos desde o Antigo Testamento, em Gênesis. 

Para quem está enfrentando esse momento difícil, a Bíblia pode ser um livro sobre luto e morte que consola e conforta o leitor. Salmos, Eclesiastes, Isaías e Coríntios são alguns exemplos de livros sobre o luto e a morte que abordam o assunto de forma reconfortante e esperançosa.

Literatura na pandemia do Covid-19: livro especial sobre o luto, morte e a perda que o mundo está enfrentando.

A premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, autora de Hibisco roxo e Sejamos todos feministas, lançou em 2021 um livro sobre o luto e a morte. Notas sobre o luto,  um relato sobre a imensurável dor da perda, foi escrito em 2020, durante a pandemia da Covid-19, período em que muitas pessoas perderam amigos e familiares, inclusive a autora, que perdeu o pai em junho daquele ano.

O olhar médico que gerou um livro sobre o luto e a morte.

A morte é um dia que vale a pena viver é um livro sobre luto e morte que traz a perspectiva da médica e autora Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos e Terapia da Dor. A obra traz uma reflexão acerca da nossa existência, para se “buscar um novo olhar para a vida”, como diz o próprio subtítulo. Nesse livro sobre o luto e a morte, Ana Claudia propõe que não é o falecimento que deve causar dor, mas, sim, uma vida pouco aproveitada, na qual não se viveu da forma como gostaria, não se aproveitou como queria.

A autora tem outro livro sobre luto e morte, chamado Histórias lindas de morrer. O foco são as relações emocionantes e profundas construídas entre as pessoas. Todas as histórias foram baseadas na realidade que Ana Claudia testemunhou durante seu trabalho como médica.

Bee Gees e o sucesso da famosa música sobre luto e morte.

O grupo australiano Bee Gees, formado pelos irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb, tem mais de 50 anos de carreira e é mundialmente conhecido. Um de seus maiores sucessos é a canção Wish you were here (Queria que você estivesse aqui), uma música sobre luto e morte composta para homenagear o irmão mais novo dos integrantes da banda, que morreu em decorrência de um problema cardíaco. A faixa pertence ao álbum One, lançado em 1989, um ano após o falecimento de Andy Gibb.

Lidando com a saudade e transformando a tristeza em música sobre luto e morte.

Uma das bandas mais prestigiadas do Brasil, a Legião Urbana, tinha como vocalista um verdadeiro poeta: Renato Russo. Eles eram conhecidos não apenas pelas músicas politizadas, mas também pela poesia encontrada e sentida em suas letras. 

Vento no litoral é uma composição que pode ser interpretada como música sobre luto e morte, já que retrata alguém que sente muita saudade de uma pessoa que não voltará mais para sua vida. A letra conta sobre as tentativas de seguir adiante, mesmo sabendo da dor que ainda o acompanha.

Poesia e dor: música sobre luto e morte após a perda de um filho.

Eric Clapton passou por um momento muito difícil e doloroso em sua vida: a perda do filho Conor, de apenas 4 anos, que caiu do 53º andar de um prédio enquanto brincava. A música sobre luto e morte chamada Tears in heaven (Lágrimas no paraíso) foi escrita nove meses após o acidente e foi a forma que o guitarrista encontrou para elaborar a perda e amenizar a angústia.

Música sobre luto e morte após perder a mãe.

Lidar com a perda da mãe é um dos sentimentos mais difíceis que alguém pode enfrentar e, por isso, é muito importante buscar algo que ajude a lidar com esse processo.

Na Eternidade é uma música sobre luto e morte composta pela cantora gospel Eyshila e interpretada por Bruna Karla. A letra fala sobre as lembranças da mãe que ficarão com sua filha e da certeza de que haverá um reencontro entre elas.

Música sobre luto e morte após perder o pai.

Naquela mesa é uma música sobre luto e morte composta por Sérgio Bittencourt, mas que foi interpretada por diversos nomes do cancioneiro nacional, como Nelson Gonçalves, Elizeth Cardoso, Zeca Pagodinho e Otto. Ela foi escrita num guardanapo logo após a morte de seu pai, Jacob do Bandolim, a maior referência brasileira no instrumento, que lhe deu o nome artístico. A canção é, ao mesmo tempo, uma homenagem e um desabafo sobre a dor da saudade causada pela partida do patriarca da família. 

Música sobre luto e morte para ajudar a lidar com o tema.

The Beatles é uma banda britânica que dispensa apresentações: é um dos maiores grupos musicais de todos os tempos. Mesmo com o fim conjunto, seus integrantes continuaram a fazer música em carreira solo.

Foi o caso do guitarrista George Harrison. Uma de suas letras mais profundas é a música sobre luto e morte Art of dying (Arte de morrer), a qual nos ensina a lidar de uma maneira menos dolorosa com essa questão.

O que Harrison quis dizer com a canção é que a morte é uma certeza que temos na vida, então precisamos encarar esse momento do melhor jeito que pudermos.

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Sempre que visitamos um cemitério ou participamos de velórios, as flores são presença constante. Elas são alguns dos símbolos mais comuns nas cerimônias, além de serem uma forma de homenagear o falecido e de demonstrar carinho e afeto com a família que acabou de perder um ente querido. Elas também oferecem uma sensação de aconchego ao local, o que é muito importante por se tratar de um dia tão delicado para as pessoas. São ainda uma ótima maneira de decorar os túmulos.

Mas, como será que essa tradição das flores nesses eventos começou? A cultura das flores nos cemitérios é bastante antiga e cada uma delas carrega um significado diferente. Continue a leitura e descubra um pouco mais sobre essa simbologia!

Você sabe como começou a tradição de flores nos cemitérios?

Não há uma data específica de quando a tradição de flores nos cemitérios começou. Porém, diversos historiadores e arqueólogos afirmam que esse hábito pode ter tido início há cerca de 14 mil anos. Isso porque já foram encontradas algumas ervas aromáticas, como a sálvia, em covas e cavernas que serviram de sepultura. O intuito inicial seria de utilizá-las para inibir o mau cheiro que os corpos dos mortos exalavam.  

Atualmente, as flores são utilizadas para decorar os túmulos, como uma forma de demonstrar afeto e cuidado com o ente querido, mesmo depois de sua morte. Não é à toa que, no Brasil, o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data em que familiares e amigos costumam ir até os túmulos levar flores.

Coroas de flores: o símbolo da vida eterna.

A tradição cristã é uma das que mais utiliza a simbologia da coroa de flores, já que esta representa a infinitude. Em sua forma circular, não há nem início nem fim. Ao ser colocada em velórios, ela representa que o falecido encerrou sua vida na Terra, mas a vida eterna o espera, representando um ciclo em que não existe o fim. 

A coroa de flores também pode representar a ressureição, uma simbologia muito utilizada por ingleses durante o século XIX, principalmente sob o governo da Rainha Vitória. Há alguns relatos, inclusive, que afirmam que era comum, na Inglaterra, o uso de coroas brancas em velórios de jovens mulheres, com a finalidade de demonstrar sua pureza.

Flores e plantas estão associadas à melhora do humor.

 Velar um ente querido não é uma situação fácil. Muitas vezes, a dor da perda supera as boas lembranças com aquela pessoa, fazendo com que as pessoas sintam uma tristeza profunda. Por isso, as flores, com aromas capazes de alterarem o humor, são importantes no velório. Ao sentirmos seu perfume, estruturas do nariz enviam essa informação ao sistema límbico, que é a área do cérebro atrelada ao comportamento emocional. 

Sendo assim, os aromas das flores nos velórios e enterros podem ajudar a tranquilizar e a diminuir o estresse das pessoas presentes no evento.

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Crisântemos: uma das principais flores em velórios e cemitérios.

A lista de melhores flores para velórios não podia começar sem o crisântemo, já que floresce o ano todo e é bastante resistente a diferentes temperaturas, podendo ser encontrada tanto em clima quente quanto frio. Como se não bastasse, ela também possui boa durabilidade, ideal para cerimônias mais longas. Outra vantagem do crisântemo é que ele possui uma substância química que funciona como repelente, afastando possíveis incômodos com insetos.

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Rosas brancas proporcionam paz e a ideia de silêncio.

Rosas brancas são outros exemplos de flores usadas em velórios. Seu aroma estimula o equilíbrio emocional, uma característica importante para um momento tão complicado quanto a dor da perda de alguém que se ama. As rosas brancas simbolizam pureza e paz, além de serem um convite ao silêncio, o que pode ser importante para as famílias durante as cerimônias de velório e enterro.

Rosas são geralmente bem-vindas para essas ocasiões. Uma pesquisa realizada pelo Journal of Physiological Anthropology apontou que olhar ao longo do dia para esse tipo de flor deixava as pessoas se sentindo mais confortáveis e relaxadas.

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Lírios e o significado do amor puro.

Os lírios são flores bastante usadas em velórios e para enfeitar túmulos nos cemitérios. Um de seus maiores significados é o amor puro, aquele que não se abala diante das dificuldades e dos defeitos do outro. Por isso, por remeter à ideia de um amor incondicional, os lírios são utilizados nesses tipos de cerimônias.

Além disso, os lírios são flores citadas na Bíblia, o que pode ser de grande importância e significado para os cristãos. Eles aparecem em diversos livros bíblicos, como o de Cânticos, Reis, Oséias, Mateus e Lucas.

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As cores das gérberas emanam beleza e positividade.

As gérberas são conhecidas por serem flores com diversas tonalidades de cores. As coroas e buquês feitos com elas normalmente são coloridos, transmitindo uma sensação de energia positiva, sendo uma forma de acalentar quem acabou de perder uma pessoa amada.

Além disso, suas cores trazem bastante beleza. Em velórios, enterros e túmulos, essa beleza simboliza os belos sentimentos cultivados pelo ente querido e pela sua trajetória de vida.

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Orquídeas são uma boa opção para levar ao velório?

A resposta é: sim! As orquídeas brancas simbolizam a eternidade e, por seu caráter duradouro, também representam o amor que permanecerá eterno pelo ente querido que faleceu.

Já as orquídeas amarelas remetem ao sentimento de amizade, demonstrando que a pessoa que perdeu alguém que amava não está sozinha. Como a cor amarela está associada à alegria, ela também simboliza o desejo de que esse sentimento volte a ser presente depois de um momento difícil.

Por sua vez, as orquídeas azuis carregam a imagem da paz e da confiança. No velório, esses símbolos são importantes para confortar a todos, pois manifestam a necessidade de confiar que “após a tempestade, vem a calmaria”.

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Perder alguém é um acontecimento muito marcante e doloroso. A despedida inicia o período de luto, cheio de lembranças e reflexões.

Provavelmente tudo o que você e sua família mais queiram agora seja reservar os próximos dias para assimilar o ocorrido, refletir sobre as mudanças, relembrar momentos que deixarão saudades e receber o consolo e o apoio necessários para este momento

Apesar disso, alguns processos burocráticos são necessários e precisam ser realizados imediatamente após o falecimento.

Confira os principais processos que devem ser realizados após o sepultamento.

Certidão de Óbito.

A Certidão de Óbito é o documento comprobatório do registro da morte, emitido por um Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. Deve ser solicitada no prazo máximo de 15 dias mediante a apresentação do Atestado/Declaração de Óbito. 

Cancelar documentos pessoais.

Com a Certidão de Óbito em mãos, será possível realizar o cancelamento da maioria dos documentos do falecido. Confira os locais onde o procedimento deve ser realizado.

RG: O cancelamento geralmente é automático. Caso não seja, é possível solicitar na Secretaria de Segurança Pública do estado.

CPF:  Posto da Receita Federal.

Carteira de Trabalho: Superintendência do Ministério do Trabalho. 

CNH: Detran.

Título de Eleitor: Assim como o RG, o título de eleitor deve ser cancelado automaticamente. No entanto, caso não seja, a família deverá comparecer ao cartório da zona eleitoral, munida do Título de Eleitor e Certidão de Óbito para solicitar a baixa.

Cancelar contas bancárias.

É importante realizar o cancelamento das contas bancárias do falecido o quanto antes, evitando o pagamento das taxas mensais de manutenção da conta cobradas pelo banco. Para cancelar a conta bancária, o familiar deve ir até uma agência com a Certidão de Óbito.

Dar entrada no Inventário (até 60 dias a partir do momento do óbito).

Caso o falecido tenha deixado patrimônio, a abertura de processo de inventário será obrigatória para distribuir os bens aos herdeiros. O prazo é de até 60 dias a partir do momento do óbito. A participação de um advogado é necessária, mesmo no caso de inventário extrajudicial. 

Separe os documentos para o processo:

  • Procuração
  • Certidão de óbito do falecido
  • Testamento (se houver) ou certidão comprobatória de inexistência do testamento
  • Certidão de casamento ou prova da união estável
  • Documentos pessoais do falecido
  • Documentos pessoais dos herdeiros
  • Escrituras dos bens imóveis
  • Comprovação de propriedade de outros bens a inventariar
  • Certidões negativas de débitos fiscais

Consulte nosso blog para saber mais sobre o processo de inventário.

Pertences pessoais do falecido.

Não há um momento “certo” para arrumar os pertences, assim como não há um tempo determinado para atravessar o período do luto. Nesta situação é importante saber respeitar o processo de cada um. 

Confira algumas importantes orientações que podem ajudar a família: 

  • Conversem entre si antes de tomar decisões.
  • Respeitem o momento de um e de outro, sem forçar qualquer decisão precipitada.
  • Procurem dar início à arrumação ao longo dos primeiros meses de luto, mas considerem arrumar as coisas devagar, por partes, conforme forem aguentando.
  • Uma sugestão é doar as roupas do seu ente querido e ajude quem precisa.

Cancelar ou transformar a rede social do ente querido em um memorial.

A maioria das redes sociais que conhecemos permitem o cancelamento da conta mediante apresentação da certidão de óbito e comprovação do grau de parentesco. Após o encerramento/cancelamento da conta devido a falecimento, toda a vida digital daquela pessoa se encerra, não deixando qualquer vestígio dos atos praticados pelo usuário. 

É possível também transformar o perfil do falecido em um memorial, onde os amigos e familiares possam escrever mensagens, postar fotos e compartilhar seus sentimentos. No Instagram ou Facebook, vá até a Central de Ajuda do Facebook e busque por “Solicitação de transformação em memorial”. Um breve texto explicará os detalhes do procedimento.

Busque apoio para o período do luto.

Nós do Cerejeiras somos especialistas no apoio ao luto e disponibilizamos vários meios de informação e ajuda gratuita. Conte com nosso serviço de apoio ao luto, que através de um atendimento humanizado e acolhedor, oferece suporte ao luto às famílias com foco na saúde espiritual e psicológica.

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A experiência de conviver com a morte de alguém querido provoca uma das dores mais intensas que um ser humano pode suportar: a dor da perda. Infelizmente somos muito mal preparados para lidar com esses eventos que, independentemente da nossa vontade, fazem parte da existência de qualquer ser humano.

Enfrentando o luto: o que acontece quando perdemos alguém que amamos?

Quando uma pessoa amada morre, aqueles que ficam realizam um grande esforço para lidar com o sofrimento, para dar sentido ao acontecimento e para encarar a realidade tal qual ela se apresenta. A vivência de uma perda, que afeta a vida de uma pessoa para sempre, é chamada de luto.

No que consiste o processo de luto?

O trabalho de luto se faz necessário, é uma condição indispensável para que a pessoa retome sua vida, agora sem a pessoa que amava, e possa refazê-la em interação com quem a cerca. Aqueles que vivem o processo de luto precisam elaborar de alguma forma essas novas condições, reconstruir um novo jeito de viver sem a pessoa que já não está. Esse processo, sem dúvida, não é uma tarefa fácil nem rápida, especialmente se o vínculo era muito intenso ou se a morte foi traumática.

Como enfrentar o luto?

Uma das condições indispensáveis para que o luto seja elaborado e possa permitir uma boa reorganização na nova vida é que a pessoa possa expressar seus sentimentos, inquietações e angústias diante da perda. O momento do velório é oportuno para iniciar esse processo, pois permite que as pessoas façam suas despedidas, que se encontrem e partilhem da mesma dor. Dor que poderá tomar formas diferentes para cada um. E não existe forma certa de expressá-la: o importante mesmo é vivê-la. 

Ao contrário do que muitos imaginam, chorar é um excelente veículo para manifestar a dor da perda, assim como conversar sobre o acontecimento. 

Cultivar fotos e memórias de quem faleceu e prestar homenagens também são formas importantes para que o luto possa ser elaborado.

O que acontece quando estamos em processo de luto?

Durante o início do processo de luto, é comum que os sentimentos fiquem confusos e o enlutado sinta extrema tristeza, raiva, solidão, variações de humor e até alívio. Muitas pessoas entram em depressão, sentem-se incapazes de sobreviver sem o ente querido, carregam culpas acreditando que poderiam ter mudado o destino se tivessem agido de forma diferente. 

Além disso, o comportamento do enlutado pode mudar durante um tempo, apresentando sono alterado, falta ou aumento de apetite, desatenção, lapsos de memória, lentidão na fala e no pensamento, entre outros sintomas. A saúde de uma pessoa enlutada pode ficar mais debilitada, tornando-a vulnerável a doenças ou a surgimento de sintomas somáticos (dores de cabeça, náuseas, vômito, respiração curta, dores musculares, queda de cabelo, palpitação e tremores). Estas queixas devem ser analisadas por um especialista para orientação e, se necessária, medicação adequada.

Como ajudar alguém que está vivendo um momento de luto?

Todo apoio e cuidado dos familiares e amigos são bem-vindos, já que a sensação de perda e luto geram instabilidade, desamparo e confusão. Se você quer ajudar um enlutado, atente-se para algumas orientações: 

  • É necessário, em primeiro lugar, deixar que o enlutado expresse sua dor, permitindo que demonstre as saudades da forma que puder; 
  • Não o impeça de chorar e não lhe exija ser mais forte;
  • Seja mais paciente com as diferentes e inesperadas reações do enlutado;
  • Esteja por perto e coloque-se à disposição para ajudar naquilo que for preciso; 
  • Nesse momento, tarefas simples do dia a dia podem parecer difíceis de serem realizadas sem auxílio.
  • Nunca diga “foi melhor assim”, pois nem sempre o será para pessoa que ficou;  
  • Não finja que nada aconteceu nem fique tentando distrair a pessoa; 
  • Deixe o enlutado se expressar, por meio de sua espiritualidade e de suas crenças, mesmo que você não partilhe delas.

Em resumo, se você quer realmente ajudar, o melhor a fazer é escutar o enlutado sem interferir em seus pensamentos. Às vezes, um abraço e o silêncio são mais eficazes que milhões de palavras. 

Lembre-se que a morte, embora seja um processo natural da vida, é um grande enigma para o homem, e a dor da perda sempre será o seu maior sofrimento.

Como falar com a criança sobre luto e morte?

A morte é uma situação naturalmente difícil para os adultos, pois envolve dor, separação e sofrimento. Se fosse possível, evitaríamos que as crianças passassem por este momento, mas não podemos poupá-las. 

Embora pareça um tema pesado, doloroso, a morte também é assunto de criança. Falar sobre a morte é importante e saudável para ajudá-la a lidar com o sofrimento. As crianças sentem quando escondemos algo delas e sofrem muito com essa falta de informação. Por isso, em caso de morte de pessoa próxima, ela deve ser comunicada. 

Ao falar, leve em conta os seguintes cuidados: 

  • Escolha alguém próximo da criança, e que esteja em melhores condições emocionais para lhe dar a notícia; 
  • Coloque-a nos braços, aproxime-se dela fisicamente neste momento; 
  • Utilize a palavra “morte” e evite substituições como: “dormiu”, “viajou”, “partiu”, “foi embora”. Estas palavras podem confundir a criança que ainda interpreta tudo de forma literal;
  • Evite detalhar a causa da morte, especialmente em caso de violência; 
  • Deixe a criança à vontade para perguntar o que quiser sobre o assunto.

Crianças devem ir ao velório?

As crianças podem ir ao velório, mas devem ser consultadas a respeito disso. Devemos lembrar que elas não sabem ao certo o que acontece num velório e, por isso, é preciso que o adulto esclareça sobre o que poderá ocorrer nesse lugar. É importante dizer, com palavras simples, que o corpo da pessoa que morreu fica em uma caixa especial, por um tempo, para que as pessoas possam vê-lo mais uma vez antes de ser enterrado. 

Também é importante avisá-las que haverá gente chorando, pois estão tristes com o fato. É bom lembrar-lhes que a pessoa que morreu não sente mais dor, frio, ou qualquer desconforto. Após a explicação, pergunte se ela deseja ir ao velório, e só a leve com caso afirmativo; mas também não lhe negue o direito de participar do ritual. 

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Cerejeiras 

luto na dramaturgia

Certamente você já assistiu a diversas cenas sobre o luto na dramaturgia. Pode ter sido em um filme ou série, até mesmo em uma novela. Um dos intuitos da arte é justamente representar os conflitos pelos que nós, humanos, passamos ao longo da vida. Por isso o luto é um tema bastante explorado na dramaturgia. Afinal, é uma situação comum a todos.

O luto na dramaturgia é representado de diversas maneiras.

“A Viagem” ficou para a história da televisão brasileira ao retratar o luto na dramaturgia.

Com média de 52 pontos de audiência, a novela A Viagem é uma das novelas de maior sucesso da televisão brasileira. O luto nessa dramaturgia é retratado por meio de personagens que perderam seus familiares e companheiros, os quais ficavam num lugar chamado Nosso Lar em sua vida após a morte.  

A questão do luto não ficou apenas na dramaturgia, ela também existia na vida real. Christiane Torloni, que representava uma das protagonistas da novela, perdeu o filho de 12 anos pouco tempo antes das gravações. A atriz afirma que abordar a questão do luto naquela telenovela a ajudou a superar seu próprio luto pessoal. 

“Bom Sucesso” tratou do luto na dramaturgia com lição de vida.

Uma novela mais recente que trouxe o luto na dramaturgia foi Bom Sucesso, que foi ao ar entre 2019 e 2020. A morte era o fio condutor da história, protagonizada por Antônio Fagundes e Grazi Massafera. 

Ambos receberam a notícia, em momentos diferentes, de que tinham apenas mais alguns meses de vida. Então, seus personagens deixaram lindas lições para o telespectador de que é preciso aproveitar a jornada, fazendo o que se gosta e estando cercado das pessoas que amamos e queremos bem, porque é isso o que faz a vida valer a pena.

Um dos maiores sucessos do cinema é um filme que retrata o luto na dramaturgia.

Se você não assistiu, ao menos já deve ter ouvido falar do filme Ghost que, no Brasil, ganhou o nome de Ghost – O outro lado da vida. Trazer o tema do luto na dramaturgia rendeu ao filme a maior arrecadação de bilheteria dos anos 1990. 

A trama de Ghost é sobre um casal apaixonado, interpretado por Demi Moore e Patrick Swayze, que foi atacado na saída de um teatro, o que leva à morte do namorado da protagonista. Mesmo com essa separação, eles continuaram mantendo uma forte conexão entre si, a qual transcendia o mundo físico.

O luto na dramaturgia pode ajudar as crianças a lidarem com a morte.

Falar a respeito da morte com as crianças não é uma tarefa fácil. Por isso, recorrer a animações que abordam o luto na dramaturgia pode ser uma ótima ajuda para iniciar uma conversa sobre esse assunto com os pequenos.

Coco, que recebeu o nome de Viva – A vida é uma festa no Brasil, é um filme em parceria da Disney e Pixar. Seu plano de fundo é o Dia dos Mortos, a data comemorativa mais popular do México, na qual acredita-se que as almas daqueles que já se foram podem visitar os familiares que continuam vivos, mostrando uma nova perspectiva do luto na dramaturgia. Em paralelo a isso, Miguel, um jovem garoto, quer descobrir um segredo de família que dura há mais de cem anos.

Lilo e Stitch é outro exemplo de animação que fala sobre o luto na dramaturgia. Duas irmãs que perderam os pais encontram apoio e amor nessa relação fraterna. É desse filme a famosa frase “Ohana quer dizer família e família quer dizer nunca mais abandonar ou esquecer”.

Saudade do bichinho de estimação? Há filmes que se referem a esse luto na dramaturgia.

Quem tem ou já teve um pet sabe o quanto eles são considerados como um membro da família – e tão amado quanto. Por isso, perder um bichinho de estimação é muito doloroso. Para ajudar a lidar com a perda desses grandes companheiros, há filmes com essa temática e que falam sobre esse tipo de luto na dramaturgia.

Marley e eu é um dos exemplos mais famosos. Jenny e John, interpretados respectivamente por Jennifer Aniston e Owen Wilson, são um casal de jornalistas que ainda não têm filhos e decidem adotar um cachorro para lhes fazer companhia. Assim, acompanhamos a vida do labrador nessa nova família até ele envelhecer. O que não falta é diversão, amor e companheirismo.

Dead to me: uma série que fala aberta e diretamente sobre luto na dramaturgia.

“Dead to me” foi traduzida para o português como “Disque amiga para matar. A série aborda o luto na dramaturgia de forma cômica por meio de duas amigas que se encontram num grupo de apoio específico para lidar com esse momento difícil da morte de um ente querido. 

Se você está passando por esse momento ou se atravessou por esse processo em algum momento, essa série é uma boa sugestão, pois ajuda a olhar para a vida e a morte de maneira mais leve.

Precisando refletir? This Is Us é a série ideal para discutir sobre o luto na dramaturgia.

  • A história da família Pearson é a trama principal dessa premiada série americana. Jack e Rebecca são um casal bastante apaixonado e que tem três filhos: os gêmeos Kevin e Kate, e Randall, que foi adotado no hospital após um dos bebês morrerem no parto. Essa, porém, não é a única perda que vai marcar o percurso dessa família.

    This Is Us é uma grande crônica da vida real, mostrando de maneira nua e crua as qualidades, defeitos, angústias, inseguranças, medos e sonhos que todos nós temos e que influenciam em nossas personalidades e relações.