Luto coletivo e a morte de pessoas famosas.

A morte de pessoas famosas costuma provocar grande comoção e luto coletivo. Uma das razões é que as pessoas famosas fazem parte do nosso dia a dia, seja por ouvirmos suas músicas, vermos seus filmes, ou outras situações, criando um sentimento de intimidade por nossa parte. Elas acabam nos acompanhando no cotidiano, em momentos felizes, tristes, parecendo com nossos amigos.

Além disso, o luto coletivo e a morte de pessoas famosas trazem uma reflexão sobre a nossa vida, permitindo que pensemos sobre o que queremos, o que mais nos importa, sobre as pessoas que amamos e que são essenciais para nós. Por isso, é importante que o luto coletivo seja demonstrado tanto quanto o luto pessoal, já que se trata de um momento de sensibilidade, de vulnerabilidade, no qual as emoções precisam ser expressas.

Personalidades políticas como os presidentes Tancredo Neves e John Kennedy, esportistas como Ayrton Senna, celebridades como Lady Diana e Michael Jackson, referências da música como Freddy Mercury e Renato Russo, ou jovens artistas como os Mamonas Assassinas, Paulo Gustavo a Marília Mendonça, são todos casos de perdas que geraram grande comoção popular e luto coletivo.

Marília Mendonça e o luto coletivo.

A morte precoce da cantora sertaneja Marília Mendonça chocou o Brasil. Poucas horas antes do acidente de avião ocorrer, ela havia postado vídeos e fotos em suas redes sociais, além de ter ligado para fãs. 

Com apenas 26 anos, Marília Mendonça era sucesso absoluto. Seu álbum “Todos os cantos” foi premiado com o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja. Logo após sua morte, que ocorreu no dia 5 de novembro de 2021 por conta do choque do avião onde estava com o cabo de uma torre de distribuição de energia, ela se tornou a artista mais ouvida do mundo em plataformas digitais, como Youtube e Spotify. É uma prova de sua relevância para a música. Também demonstra que o público lidou com esse luto coletivo de pessoa famosa buscando contato com suas composições e ouvindo suas canções.

Mas o luto por Marília Mendonça não ficou apenas entre os anônimos, pelo contrário. Grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Alcione e Ivete Sangalo, postaram em suas redes sociais sobre a morte da cantora sertaneja, reconhecendo seu enorme talento e lamentando sua partida tão precoce, no auge da carreira.

Ricardo Boechat: uma perda no cotidiano brasileiro.

Assim como Marília Mendonça, Ricardo Boechat, de 66 anos, foi vítima de um acidente aéreo, em fevereiro de 2019. O helicóptero em que estava bateu num caminhão na Rodovia Anhaguera durante tentativa de pouso de emergência, quando voltava de uma palestra realizada na cidade de Campinas (SP). 

Boechat trabalhava como apresentador do Jornal da Band e da BandNews FM, além de ter passado por outras emissoras, como Globo e SBT, e jornais como O Globo e O Estado de São Paulo. Por isso, sua morte foi muito lamentada pelo público, que o acompanhava diariamente pelas manhãs na rádio ou à noite no telejornal. Independentemente do veículo, Ricardo Boechat era uma figura presente no dia a dia das pessoas.

  O jornalista era colecionador de diversos prêmios na área, como o Prêmio Esso e o Prêmio Comunique-se, do qual era recordista.

O riso se tornou pranto: o luto coletivo pela morte de Paulo Gustavo.

Um dos artistas mais queridos do Brasil, Paulo Gustavo, de 42 anos, foi vítima da pandemia da Covid-19, falecendo no dia 4 de maio de 2021, após longa luta contra a doença. Foram quase dois meses internado e, durante todo esse período, familiares, fãs e amigos do comediante realizaram correntes de oração e outras manifestações de amor e fé.

Paulo Gustavo era soberano na comédia nacional. A trilogia Minha mãe é uma peça, na qual interpretava Dona Hermínia, praticamente uma réplica de sua própria mãe, atingiu a marca de 30 milhões de espectadores, sendo alguns dos filmes mais vistos na história no cinema nacional.

Por mais que estivesse enfrentando complicações decorrentes da Covid-19 por quase dois meses, sua morte foi um duro golpe para os brasileiros, que tantas vezes se divertiram com suas atuações, sejam na televisão, cinema, teatro ou internet. Até Fernanda Montenegro, considerada a maior atriz do Brasil, rasgava elogios ao artista, descrevendo Paulo Gustavo como “fenômeno” e “força cênica avassaladora”.

Um luto do tamanho do artista: a irreparável perda de Michael Jackson.

É praticamente impossível encontrar alguém que não conheça ao menos uma música do maior nome da música pop mundial. Michael Jackson é um dos nomes mais importantes da história e deixou um grande legado, que continua influenciando diversos artistas pelo mundo.

A morte do “Rei do Pop” aconteceu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, devido a uma overdose medicamentosa. Seu funeral foi do tamanho de sua grandeza: ele foi televisionado para diversos países e só nos Estados Unidos foram mais de 30 milhões de espectadores. Diversos artistas e ícones mundiais se apresentaram na cerimônia e disseram palavras de conforto. Até uma declaração de Nelson Mandela foi lida, na qual ele afirmava sua admiração por Michael Jackson e que ele era praticamente um membro de sua família.  

A morte da Princesa Diana foi uma das que mais chocou o mundo.

Lady Diana Spencer, a ex-esposa do príncipe Charles, da realeza britânica, teve uma morte bastante polêmica. O fato aconteceu em 31 de agosto de 1997 e foi causado por um acidente de carro. O motorista perdeu o controle do automóvel enquanto fugia de fotógrafos “paparazzi” que seguiam Diana e seu namorado, o milionário egípcio Dodi Al-Fayed, que morreu na hora. Lady Di, como era chamada, ainda foi levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Teorias conspiratórias que surgiram à época afirmavam que um dos nomes responsáveis pelo acidente era o da Rainha Elizabeth II, sua ex-sogra, com a qual tinha uma relação bastante conturbada na época em que viveu pelos palácios da realeza.

O luto coletivo e a morte de pessoas famosas não era algo novo, mas, no caso de Diana, teve uma comoção ainda maior. Ela era conhecida por sua filantropia ainda quando era casada com o príncipe Charles, sendo protagonista na luta de diversas causas sociais, como pelas pessoas que sofriam com a AIDS. Outra causa com a que teve bastante envolvimento foi a Campanha Internacional de Proibição de Minas Terrestres. A atenção recebida pela Campanha contribuiu para que merecesse o Prêmio Nobel da Paz de 1997, ano da morte de Diana. 

Seu funeral também foi transmitido ao vivo, com audiência estimada em 2,5 bilhões de pessoas. Não é à toa que Diana foi considerada pelo voto popular como a 3ª maior personalidade da Inglaterra em votação feita pelo canal de televisão BBC.

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