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Apoio ao Luto

Suporte ao luto significa, para nós, praticar a solidariedade com o próximo. Atuamos no apoio ao enlutado, com foco na saúde espiritual e psicológica dos que enfrentam a perda do ente querido. 

Vemos o suporte ao enlutado como um dos pilares de nosso Compromisso com a Sustentabilidade, uma das formas de fazer nossa parte para construir um mundo melhor, começando pela nossa comunidade, pelas pessoas com quem convivemos, pelo nosso entorno. 

“Guiar as famílias na travessia da perda”. Este é o fio condutor da nossa missão de apoio no processo de luto, que envolve o antes, o durante e o depois da perda.

A Importância do Apoio ao Luto

Apesar de ser um evento natural e inevitável, a morte é fonte dos medos mais profundos e ancestrais do ser humano. Nosso instinto é de sempre lutar pela sobrevivência. Nosso desejo é de prolongar a vida o tanto quanto possível. Diante disso, o fato da finitude e a realidade de morte tendem a ser relegados ao campo do inaceitável ou do incompreensível. Convertida em tabu, a morte é tema a ser evitado. 

Quando ocorre, a maioria de nós não está preparada. Não sabemos o que fazer ou a quem recorrer. O enfrentamento das questões burocráticas ou financeiras pode ocupar o lugar e o tempo dos rituais de despedida. 

O suporte oferecido pelo Parque das Cerejeiras envolve preparação (antes), dedicação (durante) e elaboração (depois). Todas estas etapas são parte do processo de aceitação, de abrandamento da dor, de consolação, e de busca da paz e tranquilidade em face do evento.

O Antes

A preparação para o processo do luto começa antes do falecimento do ente querido. 

Acreditamos que a consciência e a aceitação da finitude melhoram a vivência do luto. Por isso, incentivamos a discussão e a informação sobre a finitude e a morte, como forma de preparar o indivíduo para o momento da perda. Essa abertura pode propiciar melhores experiências de despedida, fundamentais para a elaboração do luto. 

O Parque das Cerejeiras, com décadas de experiência nesse campo, conta com a contribuição de psicólogos e especialistas do Brasil e do exterior, que nos ajudaram a acumular conhecimento e a elaborar materiais informativos com foco na preparação para o processo de luto. 

“Pensando a Morte em Vida” reúne orientações sobre a preparação para a finitude. Em tom de conversa, é um guia de procedimentos que podem ser antecipados para propiciar uma “morte digna” e, para quem fica, a sensação de dever cumprido. Já o “Guia Prático da Despedida” organiza informações práticas necessárias para o “antes”, o “durante” e o “depois” da despedida. Temos também guias rápidos sobre outros temas, como inventário e o luto para as crianças.

Nossos consultores fazem cerca de 2.000 apresentações mensais, que ajudam a romper o tabu e trazem luz sobre a importância da preparação e conscientização antes da morte.

O Durante

Quando ela chega, muitos de nós não estamos preparados. Para os familiares, o planejamento das homenagens finais e a localização de documentos tornam-se tarefas penosas.

Nossa missão é fazer do momento da despedida um momento de dedicação absoluta ao ritual de homenagem ao falecido. Entendemos que a cerimônia de despedida é essencial para auxiliar na compreensão da perda. 

Provemos segurança e tranquilidade para a vivência de despedida. Contamos com especialistas que são um ponto de apoio e referência, treinados para tratar com humanidade os que enfrentam a dor da perda, e que oferecem orientação prática e psicológica para a família enlutada.

O ambiente do Parque das Cerejeiras é humano e acolhedor. O paisagismo, as áreas de conservação florestal e a fauna silvestre enriquecem a biodiversidade do Parque, parte do compromisso do Parque das Cerejeiras com a Sustentabilidade e Meio Ambiente. Trilhas sinalizadas convidam o visitante ao contato com a natureza e à reflexão. Um cenário que evoca paz e propicia tranquilidade no momento de despedida.

As homenagens ao ente querido podem ser realizadas em nossa capela ecumênica, salas de velório ou no velório jardim. Contamos com equipe especialmente treinada para a condução de homenagens, inclusive religiosas. Oferecemos cerimônia falada de despedida, em homenagem ao falecido com base em sua história de vida, o que torna as exéquias um momento especial e inesquecível. Disponibilizamos painéis de homenagens para possibilitar a expressão gráfica do tributo ao falecido.

Por meio do Projeto Vida Verde, convidamos o visitante a plantar uma árvore em homenagem ao ente querido falecido. Vemos o ato de plantar uma nova árvore no mesmo espaço do sepultamento do ente querido como uma forma de celebrar a memória através da vida e de simbolizar a continuidade. “Plante uma árvore e veja nascer uma homenagem”.

O Depois

Sabemos que o processo de elaboração da perda pode ser complexo e doloroso. Por isso, estruturamos programas para, de forma gratuita, prover atenção profissional e disponibilizar informação qualificada para o processo de compreensão e aceitação da transição pessoal que representa o luto. 

Oferecemos palestras com profissionais da psicologia especializados em luto. Por meio de grupos de apoio ao enlutado, auxiliamos na abertura para a discussão coletiva e para a compreensão do significado da perda. “Conversando sobre a Dor da Perda” é um dos materiais informativos que disponibilizamos com informação relevante preparada por nossos especialistas. Iniciativas como o Projeto Vida Verde e os painéis de homenagens contribuem para simbolizar a permanência da memória do falecido. Nosso foco é propiciar ferramentas para processar o momento do luto, para amparar emocional e espiritualmente, para superar o trauma representado pela perda.

Atribuímos grande importância a eventos como o Dia de Finados, o Dia das Mães e o Dia dos Pais, datas em que preparamos atividades especiais para celebrar a memória dos que descansam no Parque das Cerejeiras. 

Porque acreditamos que o cemitério não deve ser um local de separação, mas de encontro. Porque aqui guardamos a memória e homenageamos a história de nossos entes queridos.

Para conhecer nossas soluções, clique aqui.

Conversa séria entre um casal, com a mulher demonstrando preocupação e o homem explicando algo.

Conflitos familiares são muito comuns durante o luto. Estudos sobre luto nos mostram que, para cada falecimento, há no mínimo de 7 a 10 pessoas em luto. Em geral, o núcleo familiar é o mais atingido pelos efeitos do luto, e mesmo que cada membro viva o luto à sua maneira, teremos sempre uma família ferida precisando tomar decisões difíceis. A combinação de pessoas emocionalmente feridas e decisões difíceis costuma ser geradora de conflitos familiares após a morte de alguém.

Mesmo sabendo que não temos o total controle sobre nossa vida e sobre a vida daqueles que amamos, nunca estaremos preparados para lidar com a finitude. Conhecer os processos da morte e do morrer, como parte do ciclo da vida, em nada nos prepara ou aquece nossos corações quando este episódio acontece. Estaremos sempre despreparados, sem malas prontas para o novo caminho a seguir depois da morte de alguém que amamos.

Efeitos do luto no núcleo familiar.

Os profissionais que lidam com famílias em luto observam que a vivência do luto em família exigirá o esforço de cada um em busca da reorganização e readaptação à nova vida. Seria de se esperar que a família fosse naturalmente se unir após um evento que afeta a todos e provoca tanto sofrimento, mas a verdade é que nem sempre isso acontece. Às vezes a dor do luto pode abrir feridas que estavam guardadas, pode provocar ressentimentos e culpas que geram brigas e acusações, abalando a harmonia familiar e, em casos mais graves, a ruptura de laços afetivos. 

Vários fatores podem ser responsáveis pela desagregação da família como um todo, ou pela ruptura entre alguns de seus membros. Confira os gatilhos mais comuns que costumam

Decisões sobre o final da vida:

Os conflitos podem começar antes do falecimento, quando a família precisa tomar decisões relativas ao adoecimento como internações, cuidados em casa, medicação, etc.

Custos de velório, sepultamento e cremação:

 A família é invadida repentinamente por um conjunto de tarefas burocráticas e de alto custo que vão desde a escolha do caixão até a decisão sobre o destino do corpo.

Formas diferentes de lidar com o luto:

Quando um membro da família morre, a saudade que cada um sente não é igual. As diferentes formas de demonstrar ou não o sofrimento pela perda podem ser julgadas e interpretadas pelos demais membros da família, culminando em desentendimentos.

Acusações e cobranças:

Na tentativa de compreender e aceitar a morte, muitos questionamentos podem ser feitos: “por que você demorou para levar ao hospital?”, “por que você não viu que ele estava passando mal?”, “como você deixou ele ir a esta festa?”. Estes questionamentos só causam mais sofrimento e dor a todos. Na dificuldade de aceitar nossa impotência diante da morte, podemos ferir e ser feridos por acusações. 

Partilhas de bens pessoais e financeiros

Normalmente, o inventário dos bens não é uma tarefa fácil e os acordos são muito difíceis, originando grandes tensões e até rupturas na família. Além disso, o recebimento de seguros e indenizações costumam gerar mal-entendidos dentro da família, mesmo quando a lei estabelece critérios para esta distribuição.

Decisões sobre mudança ou permanência na casa:

Manter ou desfazer-se da casa pode ser motivo de muito estresse entre os membros da família, pois valores sentimentais e financeiros estão envolvidos diretamente nesta decisão. 

Vale destacar a importância de a família estar atenta a estas armadilhas que podem levar a conflitos, para que se possa lidar com estas situações da melhor forma possível, evitando mais sofrimento além do próprio luto. 

Como evitar conflitos familiares durante o luto?

Diálogo e compreensão:

Lembre-se que todos estão feridos e acuados pelo medo do futuro e pela dor da perda, o que pode torná-los mais agressivos e intolerantes. Conversem sobre isso, relevem palavras bruscas trocadas e procurem conversar quando estiverem em um momento melhor.

Procure compartilhar as decisões:

Muitas vezes, no desejo de arrumar as coisas novamente, pensamos que nossa solução é a mais correta e nos esquecemos de consultar os outros envolvidos para verificar se estão também de acordo. 

Planejamento:

Planejar a divisão de bens em vida pode evitar boa parte dos conflitos familiares. Há diferentes formas de se organizar para este momento. 

Tenha flexibilidade para mudanças:

A nova reorganização familiar pedirá flexibilidade e todos devem estar abertos para novos papéis familiares. Quanto mais aberta a família estiver para as mudanças que estão por vir, melhor será esta reorganização. 

Segundo Frank Ostaseski, fundador do Metta Institute e reconhecido líder na área de cuidados no final da vida: 

Não há maneira certa de viver o luto, nem horário, nem caminho definido. E com certeza não há atalhos para ele. O único caminho é atravessá-lo

Busque apoio para o luto.

Nós do Parque da Cerejeiras somos especialistas no apoio ao luto e disponibilizamos vários meios de informação e ajuda gratuita. 

Você pode contar com grupos de apoio, missas, palestras com psicólogas especializadas no luto e muitas opções de materiais e textos em nosso blog sobre o assunto. Confira alguns que preparamos e podem ajudar: 

  • Orientações para ajudar uma pessoa em luto
  • Você sabe como ajudar uma família em luto?
  • Passos para superar o luto
  • Suporte ao Luto no Cerejeiras

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Grupo Cerejeiras

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O falecimento de alguém sempre deixa uma família em luto. Faltam palavras para expressar nosso pesar e manifestar nosso desejo de amparar a família enlutada. Os primeiros passos parecem claros: ir ao velório, enviar flores, enviar um cartão ou uma mensagem. Os dias e meses que seguem serão inevitavelmente difíceis para a família em luto. Se você for um parente não tão próximo do falecido e deseja dar suporte à sua família ou se você é amigo da família ou de alguém que perdeu seu ente querido, confira nossas dicas.

4 tópicos importantes sobre como ajudar uma família em luto.

Não compare o sofrimento: cada família em luto reage de uma forma.

Cada pessoa reage de forma diferente diante de uma perda. Enquanto uns choram, outros se calam, alguns focam em reconstruir a vida rapidamente, enquanto outros precisam de mais tempo. Existem diferentes formas de viver o luto e elas não medem o amor que cada um tinha pela pessoa que faleceu. É importante respeitar a forma como cada familiar vive seu luto, sem julgamento ou críticas. Cada pessoa ama e sofre do seu próprio jeito.

A família em luto precisa ficar unida: valorize a união familiar.

Famílias que mantêm a união familiar após o falecimento de um membro têm maior chance de ter um luto saudável e reconstruir laços futuros, podendo sair deste processo mais unidas do que antes. Gastem um tempo para conversarem entre si, visitem uns aos outros, ofereçam ajuda prática, chorem juntos e procurem tomar decisões compartilhadas.

Aceite as mudanças: resistir ou não se adaptar à nova realidade é comum entre as famílias em luto

Ninguém ocupará o lugar da pessoa falecida, por isso todos terão que aceitar as mudanças e passar a fazer coisas que não faziam antes, desde coisas mais simples até as mais complexas como mudar de casa, buscar um trabalho, se adaptar ao novo padrão de vida, dentre outras coisas. Muitas mudanças ocorrem para que a família se reorganize novamente e isso pode levar meses ou anos, portanto procure ser flexível diante do novo. Aceitar as mudanças pode ser um grande passo para o luto familiar.

Escute mais e fale menos: a família em luto deve ser ouvida, não julgada.

Se o luto pode ter efeitos tão intensos sobre a saúde mental e física, o que podemos fazer para não complicá-lo ainda mais? A família e os amigos são redes de apoio importantes, mas é preciso ter a empatia de escutar mais do que falar, pois quem escuta “acolhe” e quem fala costuma não escutar e, ao contrário, “julga”

Luto familiar e a importância de receber apoio externo.

Gestos carinhosos de pessoas queridas ajudam muito no processo de luto. O luto familiar requer tempo, compreensão, paciência e muito apoio. As demonstrações de carinho, as ofertas de ajuda com as atividades do dia a dia e todo o suporte será sempre lembrado com muita gratidão pela família enlutada. Algumas atitudes podem tornar o processo de luto um pouco mais leve. Considere sempre seu nível de intimidade com o enlutado para que seu comportamento não seja invasivo e respeite sempre a vontade da família em luto.

Sugestões do que fazer e como ajudar uma família em luto se você for...

Vizinho ou amigo próximo:

  • Ofereça ajuda para arrumar a casa, cuidar dos bichos ou plantas.
  • Convide essa pessoa para um almoço ou café agradável.
  • Mande mensagens de carinho por whatsapp algumas vezes por semana.
  • Escute pacientemente e empaticamente ao enlutado.
  • Se o problema for um ente querido hospitalizado, ofereça companhia para visitas ou até mesmo para dormir no hospital.

Sugestões do que fazer e como ajudar uma família em luto se você for...

Vizinho ou amigo próximo:

  • Ofereça ajuda para arrumar a casa, cuidar dos bichos ou plantas.
  • Convide essa pessoa para um almoço ou café agradável.
  • Mande mensagens de carinho por whatsapp algumas vezes por semana.
  • Escute pacientemente e empaticamente ao enlutado.
  • Se o problema for um ente querido hospitalizado, ofereça companhia para visitas ou até mesmo para dormir no hospital.

 

Colega de trabalho/faculdade:

  • Ofereça apoio em tarefas laborais como cobrir reuniões e afins que a pessoa não pode ou precisa comparecer.
  • Esteja disponível para ajudar em matérias da faculdade, remanejar prazos e informar aos professores o motivo da ausência, se necessário.
  • Se a pessoa for parte da sua equipe de liderados, seja compreensivo e permita/ofereça uma flexibilidade de horários.
  • Incentive os colegas de trabalho a escrever um cartão carinhoso para a volta da pessoa de luto ao trabalho.
  • Deixe um bilhetinho ou envie um e-mail com uma mensagem agradável em sua mesa.
  • Indique alguma técnica ou aplicativos de meditação e outras práticas que promovem o bem estar.

Como se expressar ao oferecer suporte durante o luto familiar

O momento é difícil para todos e, mesmo com ótimas intenções, muitas pessoas cometem “gafes” ou se expressam de maneira errada. Leve em consideração as dicas que preparamos a seguir

O que dizer e o que evitar ao conversar com uma família em luto

Substitua o “Como você está?” por “Deve ser um momento muito difícil para você, mas você não está sozinho”

Troque o “Ele/ela está em um lugar melhor” por “Eu sinto muito pela sua perda”

Não diga “Isto acontece com todos nós em algum momento”, e sim “Você deve sentir muita falta dele”

Evite “Você está lidando com isto melhor do que eu esperava”, e tente falar “Você não deve estar bem, e tá tudo bem se sentir assim.”

Nunca diga:

  • “Você ainda pode casar de novo” 
  • “Ele(a) descansou.”
  • “Deus sabe sempre o que faz”
  • “Me disseram que ele(a) morreu de maneira trágica, como foi?”
  • “Não sei se serve de consolo, mas o meu caso foi bem pior que o seu, porque…”
  • “Pare de chorar, ele(a) não fica feliz com isto de lá onde ele(a) está”

A melhor forma de escolher o que dizer e como agir é se colocar no lugar da família enlutada e pensar o que você gostaria de escutar e como gostaria que as pessoas ao seu redor agissem. Se você já perdeu um ente querido e passou por uma situação de luto familiar, fica mais fácil compreender, no entanto, tenha em mente que cada pessoa é única em sua forma de responder às diversas dificuldades da vida e lida com os sentimentos de maneira também muito particular. Respeite sempre o tempo, a vontade e o espaço de cada um ao ajudar uma família em luto, mas saiba que seu apoio é muito importante neste momento.

Este texto foi desenvolvido pelo Centro de Psicologia Maiêutica em colaboração com o Grupo Cerejeiras

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Meliponario Cerejeiras

Realizar um trabalho voltado à proteção das abelhas é um desejo antigo no Cerejeiras que começou a ser viabilizado no início de 2021. Entendemos que a abelha é um animal de grande importância para a preservação do meio ambiente, para a sustentabilidade do planeta, e que por isso é nossa responsabilidade proteger a espécie e ajudar na sua propagação. 

A importância das abelhas na natureza.

As abelhas são muito importantes para a polinização vegetal e a diversidade biológica. Elas são fundamentais para a reprodução entre as espécies vegetais, permitindo que estas frutifiquem e gerem sementes em abundância. 

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 88% das plantas com flores das matas e florestas e 70% das culturas agrícolas dependem dos animais polinizadores. A polinização das abelhas é fundamental para garantir a existência das florestas e dos alimentos que consumimos. Muitas pessoas não sabem, mas sua extinção nos tiraria muito mais do que apenas o mel: sem as abelhas, muitas outras plantas e animais deixariam de existir.

Abelhas sem ferrão – os meliponíneos.

Assim como no mundo, as abelhas possuem uma grande importância no ecossistema brasileiro. Os chamados meliponíneos, tribo que compreende as abelhas sem ferrão e congrega as espécies nativas do Brasil, são os principais responsáveis pela polinização da grande maioria das espécies vegetais do nosso país. 

As abelhas sem ferrão são encontradas nas regiões tropicais e subtropicais (Américas do Sul e Central, África, Sudoeste da Ásia e Austrália). No Brasil existem cerca de 300 espécies de abelhas sem ferrão, porém ainda são pouco compreendidas e valorizadas. São assim chamadas por possuírem um ferrão atrofiado, sendo incapazes de ferroar.

As abelhas sem ferrão são muito conhecidas entre os povos indígenas que utilizam o seu mel como alimento e adoçante natural. A relação dos povos indígenas com a abelha sem ferrão se reflete nos nomes populares como são conhecidas, de origem tupi, tais como jataí (fruto duro), mandaçaia (vigia bonito), iraí (rio de mel) e mirim (pequeno).

Historicamente, nossas abelhas nativas sofreram com a chegada das abelhas estrangeiras e também com a exploração predatória por meleiros. Hoje, a atividade de produção de mel com as abelhas sem ferrão está mais valorizada, organizada e é conhecida pelo nome de meliponicultura.

Apicultura e Meliponicultura.

Ambos os termos apicultura e meliponicultura designam a criação de abelhas, mas de espécies e origens diferentes.

Apis mellifera

A abelha Apis mellifera é uma das espécies de abelhas “com ferrão”, nativa da Europa, África e parte da Ásia. Introduzida no Brasil no século XIX, espalhou-se rapidamente por todo o continente. 

São as abelhas sociais mais conhecidas, com maior densidade de habitantes por colônia e as que mais produzem mel. Nas colônias apiárias, o mel é armazenado em favos. Na sociedade das Apis, quando se forma uma nova colônia, é a abelha-rainha que migra, deixando uma princesa na colônia original. São também famosas por sua agressividade, sendo capazes de picar (aferroar). Quando se pensa em abelha, a imagem que nos vem à cabeça é justamente a da Apis melífera.

O termo “apicultura”, que nomeia a criação de abelhas com ferrão, é uma referência a esta espécie.

Meliponíneos

As abelhas sem ferrão, ou melíponíneos (meliponini), que incluem as espécies nativas do Brasil, são geralmente pacíficas, até porque possuem um ferrão atrofiado e são incapazes de aferroar. 

Podem ser menos presentes na cultura popular moderna que as Apis, mas são muito valorizadas pelos povos tradicionais indígenas e rurais. Em sua maioria são abelhas sociais e produzem um mel mais saboroso e com baixos teores de açúcares. Seu mel é bastante apreciado na gastronomia e benéfico para a saúde. 

Nas colônias dos meliponíneos, o mel é armazenado em potes. Ao contrário do que ocorre com as Apis, nas sociedades dos meliponíneos, quando se forma uma nova colônia, a abelha-rainha fica na colônia original, deixando uma princesa encarregada da nova colônia. 

O termo “meliponicultora” nomeia a criação de abelhas sem ferrão.

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Caixa educativa com abelha Jataí

Abelhas nativas e a ameaça das abelhas estrangeiras.

Em 1860 os jesuítas trouxeram da Europa as abelhas do gênero Apis para o Brasil. Além de terem uma produtividade alta de mel, as abelhas desta espécie produzem uma cera branca, e por isso eram tão valorizadas pelos jesuítas: a cera que produziam era usada para confeccionar as velas das igrejas católicas. 

Em 1956, o biólogo paulista Warwick Estevam Kerr trouxe da África para o Brasil as abelhas africanas, ainda mais agressivas, porém muito mais produtivas.

O cruzamento das duas gerou a espécie híbrida apis africanizada, que hoje é a principal produtora de mel do Brasil. Por possuir grande facilidade de migrar, a abelha africanizada rapidamente se espalhou pelo país, ameaçando a sobrevivência das abelhas nativas.

Sem abelha não tem alimento.

Estima-se que o trabalho realizado “de graça” pelas abelhas tenha um valor econômico equivalente a quase 10% da produção agrícola mundial. No Brasil, mais de 50 milhões de toneladas de produtos agrícolas dependem diretamente da polinização das abelhas.

Parte dos agricultores já perceberam a importância da abelha e pagam para alugar colmeias no período da florada. A presença de abelhas nas plantações ajuda na reprodução das plantas e melhora a sua produtividade.

O declínio da população de abelhas e o Dia Mundial da Abelha.

Infelizmente, a população das abelhas, principais polinizadores da natureza, está em declínio. Os primeiros relatos sobre o desaparecimento em larga escala de abelhas vieram dos Estados Unidos, mas hoje a Europa, a América Latina e, particularmente, o Brasil têm registrado uma grande diminuição da população de abelhas, o que coloca todo o ecossistema em risco.

A destruição de florestas, os grandes cultivos monocultores e o uso de agrotóxicos nocivos nas lavouras são algumas das grandes ameaças à espécie. 

O declínio acentuado da população de abelhas é hoje visto como uma ameaça à sustentabilidade. Por isso, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu 20 de maio como o Dia Mundial da Abelha. 

O Dia Mundial da Abelha é uma oportunidade para sensibilizar a todos sobre a importância das abelhas e dos polinizadores para a saúde da população humana e do planeta. O propósito é incentivar ações que protejam e ajudem os polinizadores e seus habitats, aumentem sua abundância e mantenham sua diversidade. É sempre importante lembrar que as abelhas e a apicultura desempenham um papel importante não só no meio ambiente, mas também na produção agrícola, apoiando a subsistência rural, criando empregos rurais e melhorando a segurança alimentar e nutricional.

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Abelha Jataí e o canudo de cera

Iniciativas ambientais e o longo caminho para preservação das abelhas.

A consciência da importância das abelhas para o meio ambiente é o melhor caminho para a proteção deste pequeno animal que tem uma relevância gigantesca para o meio ambiente.

Muitos projetos ambientais no Brasil e no mundo se dedicam a preservar as abelhas e propagar informação e educação ambiental:

Projeto Cidade Amiga das Abelhas.

O projeto “Cidade Amiga das Abelhas – Polinizando a natureza para a vida” nasceu por iniciativa da organização “Bee or not to be”, no contexto de sua campanha “Sem Abelha, Sem Alimento”, em parceria com a AMESAMPA. O projeto tem como objetivo pautar a gestão pública para que adote praticas que visem a preservação do meio ambiente, a educação ambiental e a sustentabilidade, garantindo uma qualidade de vida melhor para sua população e para o meio em que habitamos – a partir da preservação de seus mais importantes polinizadores.

SOS Abelhas Sem Ferrão.

A organização SOS Abelhas Sem Ferrão acredita que conscientizar é proteger e por isso trabalha para a proteção das abelhas através da educação ambiental, serviços ambientais, pesquisa e campanhas de conscientização. A SOS Abelhas Sem Ferrão é uma grande defensora e ativista pela criação de abelhas nas cidades.

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Caixas de abelhas nativas sem ferrão - bosque central do Memorial Parque das Cerejeiras

Resgatando a Meliponicultura

Como resultado da maior conscientização da sociedade civil sobre a importância das abelhas, a meliponicultura vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Hoje em dia, a criação das abelhas nativas não está restrita à cultura popular, às populações indígenas e rurais tradicionais, mas tem ganhado o engajamento das cidades e dos cidadãos que entendem a meliponicultura como uma atividade que é sinônimo de sustentabilidade. 

De fato, a criação racional de abelhas sem ferrão diminuiu de forma significativa a atividade extrativista dos meleiros. Técnicas e manejos adequados para o desenvolvimento e a multiplicação de colônias contribuem para o restabelecimento das populações naturais, além de promover a meliponicultura como uma importante atividade formadora de renda por meio da produção de mel e da multiplicação e venda de colônias. 

A meliponicultura valoriza a sustentabilidade em diversos aspectos: pelos produtos que as abelhas nos oferecem (mel, geoprópolis etc.), pelo serviço de polinização de nossas florestas e das culturas agrícola, pelo resgate de uma tradição local, ou pelo simples prazer de observar esses encantadores animais trabalhando nas flores ou em seu ninho. Muitos veem nas abelhas sem ferrão, sociais e pacíficas, ótimos animais de estimação.

Meliponário Cerejeiras: nossa parceria com a SOS Abelhas Sem Ferrão.

Nós do Memorial Parque das Cerejeiras temos como um de nossos pilares a Sustentabilidade e o Meio Ambiente. Estamos empenhados em preservar a natureza que nos cerca e espalhar conhecimento através da informação, educação ambiental, e estruturas sustentáveis em nosso espaço.

Por isso, estamos orgulhosos em poder ter feito do projeto do Meliponário Cerejeiras uma realidade em abril de 2021, em parceria com o SOS Abelhas Sem Ferrão. Nosso projeto tem o objetivo de introduzir ou ampliar a população de algumas espécies de abelhas nativas, tais como jataí, iraí, mandaçaia, mirim guaçu, entre outras. 

Além de preservar o meio ambiente e potencializar nossos projetos de requalificação e conservação florestal, contamos com o Meliponário Cerejeiras como um projeto educacional, capaz de promover a educação sobre a importância da abelha no meio ambiente, naturalizando o convívio entre nossas abelhas nativas e os visitantes do Parque das Cerejeiras.

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Enriquecimento Ecológico no Cerejeiras

Reafirmando nosso compromisso com o Meio Ambiente e nossa preocupação com a preservação das áreas verdes, no último mês realizamos o plantio de mais de 500 novas mudas de árvores nativas na área central do Memorial Parque das Cerejeiras. Nosso objetivo é criar uma mata rica, tanto do ponto de vista do adensamento vegetal quanto da perspectiva das espécies de animais que dela dependem. 

Para isso, com o plantio constante de novas mudas em nosso projeto de reflorestamento, promovemos a aceleração de um processo natural chamado sucessão ecológica. 

Sucessão ecológica em área de floresta.

A sucessão ecológica pode ser definida como um processo gradual e progressivo de mudanças de uma floresta até que se estabeleça uma floresta em sua plenitude, em equilíbrio com seu ecossistema, chamada de floresta clímax. 

A sucessão ecológica ocorre naturalmente. No entanto, como o processo é lento, quando o objetivo é a recuperação de áreas degradadas, ela pode ser induzida pelo homem.

Cada ecossistema tem seu processo de sucessão ecológica específico. Em uma área de floresta tropical, a sucessão ecológica ocorre com as alterações de condições mais propícias ao desenvolvimento de espécies de vegetação distintas. Numa primeira etapa, desenvolvem-se as espécies pioneiras, capazes de crescer em áreas descampadas, sob influência direta da luz. Em etapas subsequentes, o ambiente será cada vez mais propício às espécies secundárias mais tolerantes à sombra, até que progressivamente se atinja o chamado clímax da floresta, com a riqueza de todas as suas diversas camadas. 

Assim, o processo de sucessão ecológica desenvolverá, em etapas ordenadas, uma floresta em seu equilíbrio pleno. Quando ocorre um distúrbio, como uma queda de árvore grande que venha a criar uma clareira, abre-se uma nova oportunidade para o desenvolvimento das espécies pioneiras, e o ciclo se reinicia.

As árvores que protagonizam a sucessão da floresta tropical são classificadas em pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias e clímax.

Pioneiras.

As pioneiras são as espécies dependentes de luz. Não são adaptadas aos ambientes sombreados do sub-bosque, e por isso se estabelecem em clareiras, bordas de florestas ou na etapa inicial de um reflorestamento. Têm um crescimento rápido, vivem menos tempo (normalmente até 10 anos) e atingem uma altura de até 15 metros.

Secundárias iniciais.

As secundárias iniciais desenvolvem-se em condições de sombreamento médio, como clareiras pequenas, bordas de clareiras grandes ou de florestas, ou no sub-bosque não densamente sombreado. Em média vivem até 25 anos e atingem cerca de 15 metros de altura.

Secundárias tardias.

As secundárias tardias estão adaptadas ao sub-bosque em condições de sombra leve. Crescem mais lentamente que as secundárias iniciais e vivem mais, até 100 anos, atingindo uma altura também maior.

Clímax.

As espécies do grupo clímax são propícias para o sub-bosque em condições de sombra densa, onde podem permanecer toda a vida. Crescem lentamente, vivem mais de 50 anos, podendo se tornar árvores seculares. Atingem uma altura aproximada de 30 metros.

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Bosque Central Cerejeiras

Diferenças entre grupos ecológicos

A sucessão ecológica para recuperação de áreas degradadas.

O estudo da sucessão ecológica é muito importante para a recuperação de áreas degradadas pela ação humana, como nos casos de áreas exploradas para a mineração ou de matas ciliares destruídas. Se na área degradada não houver intervenção, ocorrerá um processo extremamente lento de sucessão primária. Por isso, em um projeto de recuperação de áreas degradadas são adotadas técnicas para transformar um processo que naturalmente seria de sucessão primária, podendo levar centenas a milhares de anos, em um processo de sucessão secundária, de uma ou poucas décadas. 

Conhecendo e manipulando as condições de implantação a interação entre as plantas pioneiras e as espécies intermediárias e tardias, o ecossistema tende a alcançar a comunidade clímax em um menor espaço de tempo. Técnicas para manipulação das sementes e da germinação, para a introdução de núcleos de recuperação, para o espaçamento adequado, entre outras, permitirão acelerar a complementação das plantas pioneiras pelas espécies secundárias e clímax.

Saiba mais sobre o projeto de reflorestamento e recuperação do Cerejeiras:

Dos 300.000 m2 da área total do Cerejeiras, mais de 50% do terreno é destinado à preservação e recuperação ambiental. Isso porque conservação, preservação e recuperação ambiental são alguns de nossos principais pilares.

O plantio das 530 novas mudas faz parte de um projeto que começou há cerca de 20 anos, com o objetivo de promover a requalificação da biodiversidade, com o reflorestamento, enriquecimento da mata nativa e a criação de um “Cinturão Verde”. O resultado é visível: desde o início do projeto mais de 25 mil árvores já foram plantadas em ações de reflorestamento e recomposição de áreas degradadas e quem visita o Parque das Cerejeiras já pode se sentir abraçado pela floresta.

Como boa parte do nosso espaço já se encontra reflorestado com plantios que datam dos últimos 20 anos, continuamos agora o trabalho de sucessão ecológica com o enriquecimento de nossas matas com espécies secundárias e clímax. Assim almejamos ter uma floresta com alta diversidade vegetal e animal, atingindo assim o seu equilíbrio.

A implantação das 530 novas mudas foi realizada no Bosque Central do Parque das Cerejeiras e as mudas foram distribuídas levando-se em consideração a incidência de luz, espaço físico para desenvolvimento e os trechos onde não tínhamos elevada diversidade de espécies. Assim, espécies secundárias iniciais, secundárias tardias ou clímax foram distribuídas conforme o que se mostra mais propício para o reflorestamento de cada nicho do bosque.

Selecionamos espécies nativas de Mata Atlântica para que atraiam maior variedade de animais. 

Entre as espécies escolhidas, estão: Ipê-amarelo, Ipê-branco, Ipê-roxo-7-folhas, Jacarandá-bico-de-pato, Jenipapo, Marmeleiro, Aroeira, Castanha do maranhão, Sibipiruna, Paineira e mais outras 20 espécies diferentes.

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Preservação da Mata Atlântica e a contribuição do Cerejeiras.

Preservar o meio ambiente é fundamental para manter a saúde do planeta e de todos os seres vivos que moram nele. A Mata Atlântica é um dos biomas mais biodiversos do mundo e tem extrema importância ambiental para a regulação do clima e do abastecimento de água na região e arredores. 

Infelizmente a Mata Atlântica é também um dos biomas mais ameaçados do planeta, contando com apenas 12,5% de suas florestas originais. Não é à toa que a maioria dos animais e plantas ameaçadas de extinção do Brasil pertencem a este bioma.

Dia 27 de maio é o Dia da Mata Atlântica. A data foi instituída por Decreto Presidencial de 1999, e escolhida por proposta do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera em homenagem à Carta de São Vicente, escrita pelo Padre José de Anchieta no final de maio de 1560. Nela, o apóstolo do Brasil e um dos fundadores da Cidade de São Paulo oferece a primeira descrição detalhada da Mata Atlântica, quando compunha ainda um maciço florestal de mais de 1.100.000 km², em perfeito equilíbrio. 

Separamos alguns dos principais motivos pelos quais precisamos nos conscientizar sobre sua importância e lutar pela preservação deste bioma.

A Mata Atlântica:

  • Regula o fluxo dos mananciais hídricos
  • Assegura a fertilidade do solo da região
  • Oferece as belezas cênicas de suas paisagens
  • Controla o equilíbrio climático
  • Protege escarpas e encostas das serras
  • É fonte de alimentos e plantas medicinais
  • Proporciona lazer, ecoturismo, geração de renda e qualidade de vida
  • Preserva um imenso patrimônio histórico e cultural

Nós do Parque das Cerejeiras continuaremos contribuindo para a preservação do meio ambiente através de reflorestamento, educação ambiental e propagação de conhecimento para a comunidade, pois entendemos que é nossa responsabilidade desde agora contribuir para um meio ambiente melhor para as futuras gerações.